sexta-feira, 21 de março de 2014

Parceria Escola X Família

Essa é uma questão importantíssima...

Quando Manu nasceu, fiquei em casa por uns meses mais, por que, definitivamente 4 meses era MUITO pouco. Porém, quando ela completou 7 meses, a matriculamos numa escola que eu julguei ser a ideal naquele momento. Era bem próxima a minha casa, pequena, adorei a dona da escola, que diga-se de passagem tornou-se a minha melhor amiga, atendia muito bem às minhas necessidades, e tinha aquela ENERGIA BOA que a mãe precisa sentir pra ficar segura. Não teve erro, tudo ocorreu perfeitamente... A comunicação era excelente, a socialização da Manu também, e o quanto ela gostava e se divertia lá, era notável. Uma relação maravilhosa...

Com o passar dos anos, meu marido e eu sentimos a necessidade de uma escola maior, com uma infra estrutura mais ampla, mas, na medida do possível, não queríamos que ela perdesse o aconchego da escola anterior pra se tornar "apenas mais uma", numa escola maior. Quando fomos visitar a escola, me lembro perfeitamente o que disse ao rapaz que me atendeu: "Olha, eu procuro uma escola com uma estrutura legal, com uma pedagogia bacana, que minha filha possa, além de aprender, brincar e se divertir, mas vou te pedir o impossível, não quero que ela seja 'tratada' como um número, uma mensalidade a mais. Numa escola grande, sei que o que te peço parece meio difícil...". Ele sorriu e disse: "Você está no lugar certo.". Juro que achei graça, mas dei a ele uma chance, fomos então conhecer a escola.

De cara ADOREI tudo... A Educação Infantil separada dos maiores, uma área verde invejável, com pé de tudo quanto é fruta, quadra, parques, salas de aula com varanda... Se tratando de estrutura era EXATAMENTE o que procurávamos. Gostei do atendimento, da atenção dos funcionários, achei que deveríamos investir, feeling de mãe. E confesso, não estava enganada!!!

Manu ia de transporte escolar, sempre saiu de casa sorrindo, feliz da vida, e como eu costumo dizer, minha filha é o espelho do que acontece na escola. Se ela está feliz, não tenho dúvidas de que a escola está fazendo bem a ela. Da diretoria à equipe de limpeza, TODOS sempre atenciosos e à disposição. No início eu liguei alguma vezes, pra saber se estava tudo bem, se ela estava bem, brincando, e sempre fui bem atendida, sentia que ali, realmente, era a segunda casa da Manu.

Surpresa mesmo eu fiquei no primeiro evento aberto aos familiares, em que desde a portaria, todos a cumprimentavam pelo nome. Fiquei maravilhada... E eu perguntava "Quem é, filha?", e a resposta "Não sei, mamãe..." Rsrsrs. Ela podia até não conhecer as pessoas, mas os funcionários a conheciam. As pessoas iam nos parando, contando situações dela na escola, com os coleguinhas, e eu notei que isso não acontecia só comigo, mas com as famílias de forma geral. Achei o máximo e naquele momento tive a certeza de que tinha acertado na escolha.

Muitos podem achar que se trata de puxasaquismo, mas não. Na condição de clientes, todo mundo "põe a boca no mundo" quando tem problemas ou é mal atendido e tal. Acho digno e justo, você dedicar um tempinho do seu dia pra elogiar e enaltecer o trabalho daqueles que o fazem bem feito. Óbvio que nem tudo é perfeito, nunca será, mas estou MUITO satisfeita, sim. Tanto que Rafinha já frequenta os mesmos espaços... rsrsrs

Quando tenho algum tipo de problema com as meninas, quanto a comportamento, regras e limites, sempre entro em contato com a escola, pra que elas entendam que a linguagem é uma só. Quando acho que determinada atividade ou projeto foi bacana, elogio na agenda, quanto aos eventos funciona da mesma forma. Quando tem algum problema, escrevo também, tenho retorno SEMPRE, e acho que a relação funciona bem assim, um se colocando no lugar do outro.

Escola não é depósito de crianças e adolescentes. Vejo muitos pais criticando, soltando o verbo, jogando TODA a responsabilidade educacional na escola, e não funciona assim. Muitos pais reclamam e não concordam com nenhuma decisão tomada por parte da escola, acho mais digno mudar de escola, afinal, o que não faltam são opções.

Nós pais, temos as nossas obrigações e responsabilidades, até por que, a escola é transitória na vida dos filhos, mas a família não. Muitas vezes, por parte da escola, nos é solicitada a participação em alguns projetos ou atividades, a colaboração com o envio de materiais, a presença nos eventos, o que não me parece sacrifício algum, mas alguns simplesmente se omitem. Já pararam pra pensar no que é pro seu filho você nunca se fazer presente no que se refere à escola? Disso minhas meninas não poderão se queixar. Não faço pra ficar bonito, pra PARECER bacana, ou por que vejo que outros pais fazem. Faço por elas, por mim. Muito fácil cobrar sem ter feito a sua parte. Eu adoro participar das atividades, dos eventos, estou sempre por lá, curtindo, aproveitando com elas, e o melhor de tudo, vendo nelas a satisfação e a alegria de ter os pais sempre ali, babando de orgulho e de admiração. Não há nesse mundo dinheiro que pague isso. Não há!!!

Quando falamos PARCERIA, precisamos considerar os dois lados, sempre... Meu contato com a escola é diário, trocando informações via agenda, telefone, ou pessoalmente quando preciso. Relato acontecimentos de casa que sejam pertinentes a escola, e vejo que eles fazem o mesmo. 

Sei que nem todos os pais dispõem do mesmo tempo que eu, mas participar das atividades e eventos não me parece algo tão impossível assim. A vida exige de nós esforços constantes.

Parceria é isso, cada qual com a sua responsabilidade, dando aquela força à outra parte.

Por hora, me sinto completamente satisfeita com a minha parceira... É assim que tem que ser!!!!

Beijinhos,
Tania

Melhor que ter uma filha, é ter duas...

E acho que ter três deve ser melhor ainda... rsrsrs
Sempre que me perguntavam quantos filhos eu queria ter, a resposta era sempre a mesma: "Ah, uns 3. Gosto de casa cheia...". Não, isso não mudou, não... A questão é que, pra minha situação, 3 filhos é demais...

Eu AMO ser mãe, amo mesmo. Sinto que nasci pra isso... Minhas filhas são meus maiores tesouros, parte de mim, praticamente a extensão do meu corpo.
Quem não tem filhos, vai ler isso e pensar, "Nossa, que mulher louca, exagerada", mas quem tem, certamente, concordará, por que é isso mesmo, não há exagero algum.

Ao longo da vida, somos acometidos por notícias boas, muito boas, nem tão boas assim e pelas ruins. A notícia da primeira gravidez, juro, foi a mais feliz da minha vida. Foi um choque, sem dúvida nenhuma, mas abracei a idéia logo de cara, me apaixonei pela novidade imediatamente. Poxa, eu estava prestes a me tornar mãe.  Tantas mulheres desejam, mas infelizmente não conseguem. Fui escolhida, muito melhor do que ganhar na loteria. Tudo foi realmente mágico, mesmo com alguns percalços.

Manu sempre foi incrível, super boazinha, saudável, entramos de cabeça nessa aventura.
Estávamos curtindo tanto a nova vida, que 2 anos e 2 meses depois, engravidei novamente. A gente fica em choque de novo, tudo mudaria novamente e outras questões estavam em jogo. Manu com ciúmes, cheia de dúvidas, mega ansiosa, e ao mesmo tempo dooooida pra irmãzinha nascer logo. Ela sabia que as coisas mudariam, mas não sabia exatamente de que forma. Parei de trabalhar pra me dedicar a ela e à gravidez, uma decisão difícil, mas muito consciente. Foi a melhor coisa que fiz, com o apoio do meu marido, é claro.

Rafinha veio cheia de saúde e de luz, trazendo ainda mais alegria à nossa família. Um novo bebê, um milhão de novos desafios. Uma experiência incrível.  Manu sempre me ajudou muito, e sempre fizemos questão que ela participasse de tudo, trocas, banhos, mamadas, brincadeiras, tudo, até do soninho ela participava.  Não tinha como ser diferente....

Com o segundo filho, muitos erros são evitados, algumas situações conseguimos "tirar de letra", mas o que prevalece, sem dúvida nenhuma, são as surpresas, por que um filho é sempre diferente do outro. Cada qual com sua personalidade, com suas preferências e gostos, com sua forma de expôr o que sente e de agir diante de certas situações, muda tudo... E essas surpresas são deliciosas!!!!



O vínculo entre as duas foi ficando estreito, e a cumplicidade se fortalecendo a cada dia...
No início Manu estava sempre por perto, assistindo desenhos, brincando, cantando, dando papinha, suquinho, e as duas se divertiam muito juntas. Mas com o passar dos meses, a Rafa foi crescendo, e com isso veio a necessidade das próprias descobertas, da independência, e isso mexeu um pouco com a Manu. Com muitas e muitas conversas, explicamos à ela a importância de a Rafa fazer as coisinhas dela, do jeitinho dela, o quanto é importante pra ela aprender a fazer as coisas, a se virar, por que ela também está crescendo. Manu, linda que é, aos poucos foi compreendendo, e dando à Rafa a liberdade e o espaço necessário. Isso fez com que ficassem ainda mais próximas.

Elas brigam sim, e muito. Quando uma pega um brinquedo, a outra passa a querer o mesmo brinquedo, naquele exato momento. Rsrsrs. Normal por aqui, e em muitas casas com mais de uma criança. Eu só me meto quando, realmente, é necessário., quando uma bate na outra, quando uma fica chateada com a outra, mas normalmente, as duas se entendem sozinhas. Acho importante aprenderem a resolver os problemas sem a minha intervenção, isso é pra vida.

São, EXTREMAMENTE, amigas e companheiras, num geral se dão muito bem, uma compra a briga da outra, e eu acho isso lindo.  É assim mesmo que deve ser. Em alguns momentos a Rafa faz questão da presença e da ajuda da Manu, mesmo que eu esteja a disposição. E muitas outras vezes, a Manu só quer ficar com a Rafa, vendo os desenhos que ela gosta ou ensinando ela a brincar. Lindas!!! Isso me enche de orgulho...


Hoje, cada uma tem seu espaço, e em muuuuuitos momentos "dividem o mesmo espaço", ficam juntas por opção. Manu faz coisas que a Rafa ainda não pode, e isso deixa ela toda cheia de si, afinal de contas ela é mocinha. Por outro lado, Rafinha tem a chance de fazer coisas que a Manu já não pode mais... Todo bônus tem um ônus. São coisas da vida, conquistando algumas coisas, perdendo outras.
Felizes, é assim que as defino. Uma respeitando sempre a outra, e se amando acima de tudo.

Bom, babões e orgulhosos, é assim que defino Douglas e eu... Estamos, constantemente plantando o bem em nossos tesouros, e diariamente colhendo o merecido.

Pra nós, pais, é muito, mas muito gostoso poder desfrutar desse amor em dose dupla. Não tem como amar uma mais do que a outra, por aqui o amor nunca foi dividido, sempre foi multiplicado. Tudo em dobro é bom demais, carinhos, beijos, abraços, "Eu te amo", e até mesmo as preocupações.  Tudo vale a pena!!!!

PS- Manu ainda pede mais um bebê, mas quando a Rafa começa a perturbar muito, rapidamente desencana da ideia.... rsrsrs

É isso gente, melhor que ter uma filha, certeza que é ter duas.... E eu ainda aposto que ter três é o ideal... kkkkkk

Beijinhos,
Tania