Essa é uma questão importantíssima...
Quando Manu nasceu, fiquei em casa por uns meses mais, por que, definitivamente 4 meses era MUITO pouco. Porém, quando ela completou 7 meses, a matriculamos numa escola que eu julguei ser a ideal naquele momento. Era bem próxima a minha casa, pequena, adorei a dona da escola, que diga-se de passagem tornou-se a minha melhor amiga, atendia muito bem às minhas necessidades, e tinha aquela ENERGIA BOA que a mãe precisa sentir pra ficar segura. Não teve erro, tudo ocorreu perfeitamente... A comunicação era excelente, a socialização da Manu também, e o quanto ela gostava e se divertia lá, era notável. Uma relação maravilhosa...
Com o passar dos anos, meu marido e eu sentimos a necessidade de uma escola maior, com uma infra estrutura mais ampla, mas, na medida do possível, não queríamos que ela perdesse o aconchego da escola anterior pra se tornar "apenas mais uma", numa escola maior. Quando fomos visitar a escola, me lembro perfeitamente o que disse ao rapaz que me atendeu: "Olha, eu procuro uma escola com uma estrutura legal, com uma pedagogia bacana, que minha filha possa, além de aprender, brincar e se divertir, mas vou te pedir o impossível, não quero que ela seja 'tratada' como um número, uma mensalidade a mais. Numa escola grande, sei que o que te peço parece meio difícil...". Ele sorriu e disse: "Você está no lugar certo.". Juro que achei graça, mas dei a ele uma chance, fomos então conhecer a escola.
De cara ADOREI tudo... A Educação Infantil separada dos maiores, uma área verde invejável, com pé de tudo quanto é fruta, quadra, parques, salas de aula com varanda... Se tratando de estrutura era EXATAMENTE o que procurávamos. Gostei do atendimento, da atenção dos funcionários, achei que deveríamos investir, feeling de mãe. E confesso, não estava enganada!!!
Manu ia de transporte escolar, sempre saiu de casa sorrindo, feliz da vida, e como eu costumo dizer, minha filha é o espelho do que acontece na escola. Se ela está feliz, não tenho dúvidas de que a escola está fazendo bem a ela. Da diretoria à equipe de limpeza, TODOS sempre atenciosos e à disposição. No início eu liguei alguma vezes, pra saber se estava tudo bem, se ela estava bem, brincando, e sempre fui bem atendida, sentia que ali, realmente, era a segunda casa da Manu.
Surpresa mesmo eu fiquei no primeiro evento aberto aos familiares, em que desde a portaria, todos a cumprimentavam pelo nome. Fiquei maravilhada... E eu perguntava "Quem é, filha?", e a resposta "Não sei, mamãe..." Rsrsrs. Ela podia até não conhecer as pessoas, mas os funcionários a conheciam. As pessoas iam nos parando, contando situações dela na escola, com os coleguinhas, e eu notei que isso não acontecia só comigo, mas com as famílias de forma geral. Achei o máximo e naquele momento tive a certeza de que tinha acertado na escolha.
Muitos podem achar que se trata de puxasaquismo, mas não. Na condição de clientes, todo mundo "põe a boca no mundo" quando tem problemas ou é mal atendido e tal. Acho digno e justo, você dedicar um tempinho do seu dia pra elogiar e enaltecer o trabalho daqueles que o fazem bem feito. Óbvio que nem tudo é perfeito, nunca será, mas estou MUITO satisfeita, sim. Tanto que Rafinha já frequenta os mesmos espaços... rsrsrs
Quando tenho algum tipo de problema com as meninas, quanto a comportamento, regras e limites, sempre entro em contato com a escola, pra que elas entendam que a linguagem é uma só. Quando acho que determinada atividade ou projeto foi bacana, elogio na agenda, quanto aos eventos funciona da mesma forma. Quando tem algum problema, escrevo também, tenho retorno SEMPRE, e acho que a relação funciona bem assim, um se colocando no lugar do outro.
Escola não é depósito de crianças e adolescentes. Vejo muitos pais criticando, soltando o verbo, jogando TODA a responsabilidade educacional na escola, e não funciona assim. Muitos pais reclamam e não concordam com nenhuma decisão tomada por parte da escola, acho mais digno mudar de escola, afinal, o que não faltam são opções.
Nós pais, temos as nossas obrigações e responsabilidades, até por que, a escola é transitória na vida dos filhos, mas a família não. Muitas vezes, por parte da escola, nos é solicitada a participação em alguns projetos ou atividades, a colaboração com o envio de materiais, a presença nos eventos, o que não me parece sacrifício algum, mas alguns simplesmente se omitem. Já pararam pra pensar no que é pro seu filho você nunca se fazer presente no que se refere à escola? Disso minhas meninas não poderão se queixar. Não faço pra ficar bonito, pra PARECER bacana, ou por que vejo que outros pais fazem. Faço por elas, por mim. Muito fácil cobrar sem ter feito a sua parte. Eu adoro participar das atividades, dos eventos, estou sempre por lá, curtindo, aproveitando com elas, e o melhor de tudo, vendo nelas a satisfação e a alegria de ter os pais sempre ali, babando de orgulho e de admiração. Não há nesse mundo dinheiro que pague isso. Não há!!!
Quando falamos PARCERIA, precisamos considerar os dois lados, sempre... Meu contato com a escola é diário, trocando informações via agenda, telefone, ou pessoalmente quando preciso. Relato acontecimentos de casa que sejam pertinentes a escola, e vejo que eles fazem o mesmo.
Sei que nem todos os pais dispõem do mesmo tempo que eu, mas participar das atividades e eventos não me parece algo tão impossível assim. A vida exige de nós esforços constantes.
Parceria é isso, cada qual com a sua responsabilidade, dando aquela força à outra parte.
Por hora, me sinto completamente satisfeita com a minha parceira... É assim que tem que ser!!!!
Beijinhos,
Tania
Beijinhos,
Tania
