quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Voltar a trabalhar....

Como já mencionei anteriormente, sou formada em Pedagogia. Num trabalho voluntário que eu fazia numa creche, descobri minha paixão pela sala de aula. Amo essa profissão, e sempre me dediquei muito a ela. Trabalhei em lugares bons, em lugares excelentes e em lugares nem tão bacanas assim, mas faz parte, né?!? Minha paixão por crianças sempre foi ENORME e explícita. Embarquei de cabeça na área educacional. Sempre cuidei dos meus alunos como se fossem filhos. Tenho contato com MUITAS mães até hoje. Vejo que muitos cresceram, e estão grandinhos, mocinhos e mocinhas, e a lembrança que eu tenho, é daqueles pequeninos ouvindo histórias, cantando, fazendo fila pra aula de Educação Física, pedindo pra abrir o danone da hora do lanche, das briguinhas, das descobertas, dos "Tia, eu te amo" mais sinceros do mundo.... Muuuuuuito bom!!!!

Mesmo completamente apaixonada pela profissão que escolhi seguir, quando engravidei da Rafinha, meu marido e eu achamos conveniente que eu me ficasse um período em casa. Com a Manu pequena eu não tive opção, e precisei voltar logo, mas dessa vez queríamos que fosse diferente. Minha situação naquela época, nem de longe era ruim. Eu trabalhava bem perto de casa, com pessoas extremamente queridas (e a melhor de todas as amigas que Deus poderia me dar, Ana Ligia) e ainda por cima, era professora da Manu. Tinha como ser melhor? Acho que não, mas mesmo assim, decidi me ausentar por um tempo, me dedicar às minhas bonequinhas, à minha casa e ao meu marido. Se me arrependo? Não, nunca. Foi uma decisão pela qual sou julgada até hoje, e na boa, nem ligo...

Curti MUITO a Manu antes de a Rafinha nascer. Ela estava ansiosa, cheia de ciúmes, dúvidas, sem saber exatamente o que mudaria dentro de alguns meses. Passeamos muito de trem, cinema, viajamos, fomos praticamente uma da outra, já que o papai trabalhava o dia todo. Foi muito bom, bom demais.

Quando a Rafa chegou, foi tudo fantástico. Por estar em casa, pude curtir muito as duas. Desde o primeiro dia. No começo é sempre aquela bagunça, em vários sentidos, casa bagunçada, bagunça de horários, rotina toda zoneada, até as coisas entrarem nos eixos, o que não demorou muito. Manu ia pra escola de manhã e Rafinha ficava comigo. Sempre foi tão, tão, tão bom... Pude acompanhar tudo, cada descoberta, cada avanço, quando doentinhas eu estava por perto em tempo integral e sinceramente, não há dinheiro no mundo que pague isso. O Douglas (maridão), sempre se disse muito tranquilo por ir trabalhar sabendo que as meninas estariam comigo. Perfeito!!!! É assim que defino esse período da minha vida.

Foto: E que venha 2014.... #mamãe efilhinhas #iguais #inspiração #exemplo #felizanonovo

Muitas pessoas me julgam, me criticam por ter feito essa escolha. Mas muitas também gostariam de ter tido essa oportunidade. É uma decisão corajosa, por que não é todo mundo que está disposto a, por um tempo, abrir mão da carreira profissional em nome da família. Eu penso que em qualquer escola do mundo eu sou substituível, mas aqui não. Me pareceu fácil escolher. Já ouvi dizer (não sei se é mesmo verdade), que existem países em que as mulheres ficam em casa com seus filhos até que eles completem 2 anos. Se procede eu não sei, mas seria interessante pras mulheres que se dispõe a isso. Mas por outro lado, o fato de a mulher voltar a trabalhar, mesmo podendo ficar em casa, não significa, de forma alguma, que seja uma mãe ruim, é claro que não. Até por que, nem todas têm "paciência" pra passar o dia em casa, cuidando das crianças e dos afazeres domésticos, até por que, se engana REDONDAMENTE quem pensa que essa vida é fácil: Casa, comida, filhos, escola, atividades extras, mercado, médico etc etc etc. Puxado, muito puxado.

Hoje, Rafinha já está matriculada na escola, e eu tentando voltar ao mercado de trabalho. Acho importante voltar, por que eu sempre gostei muito de trabalhar, principalmente em sala de aula. E outra, elas crescerão, e serão cada vez menos dependentes de mim. Se eu não volto a trabalhar, vou sobrando, sobrando, por que cada uma vai seguir sua vida. É assim que deve ser. O tempo em que elas mais precisaram de mim, eu posso ficar tranquila, por que estive aqui, para o que precisassem. O coração aperta um pouco (snif), de ver que crescem tão rápido, meu bebê já vai pra escola, mas fico tão feliz por saber que pude proporcionar a elas momentos incríveis, que estarão sempre na nossa memória, dei o meu melhor, contribui para que fossem as crianças maravilhosas que são hoje, me dediquei integralmente a elas por alguns anos da minha vida. Agora, é hora de pensar em novos projetos (como este blog que eu estou AMANDO fazer), voltar a trabalhar e continuar, sempre e sempre a me dedicar aos meus 3 tesouros.


Ganhando, perdendo, evoluindo e acima de tudo vivendo, sempre!!!!

Até mais, galera!!!!
Beijinhos,
Tania

2 comentários:

  1. Vai dar tudo certo!! Você é muito capaz, seja como mãe, como profissional ou as duas coisas juntas!! Sucesso!!!!

    ResponderExcluir
  2. Muito bom! Obrigada por me citar, eh realmente um relato da vida real!

    ResponderExcluir