sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O bebê nasceu, e agora???

Desde a confirmação da gravidez, vivendo intensamente cada uma de suas fases, o nascimento do bebê é, sem dúvida alguma, o momento mais aguardado. São 40 semanas à espera deste único momento, e tudo que vem a seguir.
Então ok, o bebê nasceu!!! E agora?
São mil coisas que passam pela nossa cabeça. Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe, um pai, talvez um irmão, nasce uma nova família.
O que ninguém conta pra gente é que, além de vir sem Manual de Instruções, os bebês chegam modificando toda a rotina da casa, pelo menos nesse primeiro momento.
Nem sempre os horários do bebê coincidem com a rotina da família, alguns têm cólicas, outros trocam o dia pela noite, vem também as dificuldades da amamentação, que é muito mais linda e simples na televisão do que na vida real (este momento pode ser bastante dolorido no começo).
Com tudo isso, como se fosse pouco, vem o sentimento de culpa, porque mãe sempre acha que é insuficiente, de impotência, de frustração, por tudo não ser tão "cor de rosa" como se imaginava.
Ufa!!! Então é isso... Ah não, ainda há espaço para os "palpiteiros" de plantão, deixando bem claro que NÃO me refiro às pessoas, realmente, dispostas a te ajudar, e sim àquelas que só vão até você para saber como está se saindo como mãe, sem acrescentar nada além de neuras à vida de uma mãe que já enfrenta as dificuldades do pós parto.
Aí você está lá, se desdobrando pra dar conta de tudo, noites em claro, bebê e família em fase de adaptação, casa, e talvez, outros filhos esperando que você se recupere para que, aos poucos, consiga retomar sua rotina, ou ao menos organizá-la. Não é fácil, mas não ouse reclamar. Espera-se que você passe a seu dia com um sorriso estampado no rosto. Sim, eu te entendo... Você sabe que é mesmo uma mulher de sorte, sempre soube, e inclusive, é muito grata por tudo que tem recebido, mas ainda assim, tem dias que são mais difíceis que outros. O que se passa na sua casa não é de conhecimento das outras pessoas.
Isso é entre você e seu bebê, você e sua família, apenas... Você sabe que está fazendo o seu melhor, as coisas vão se encaixar. Dê tempo ao tempo, dê tempo ao seu bebê, dê tempo a você mesma. O vínculo de vocês vai se fortalecendo, vocês vão se conhecendo cada dia mais e tudo vai ficando mais fácil, mais simples.
Relaxe e siga teu instinto materno, ele é fantástico.
No fim das contas, o saldo é sempre positivo, porque ter filhos é uma experiência que muda a gente, pra melhor.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Batata Chips

Batata Chips🍽
📝
✔Eu usei duas batatas médias;

✔Pra que fiquem bem fininhas o ideal é passá-las no fatiador;
✔Cozinhe por 5 minutos com sal e pimenta (opcional);
✔Coloque as batatas em cima de um pano pra dar uma secada;
✔Coloque as fatias em um prato, sem que uma fique em cima da outra, e leve ao microondas por 3 minutos (potência alta);
✔Desgrude as fatias do prato e deixe mais 3 minutos. (Toda vez que você abrir o microondas, é importante desgrudar as batatas);
✔Repita esse processo até que estejam no ponto certo.
✔No meu caso eu deixei os primeiros 3 minutos, desgrudei e deixei mais 3 minutos. Mas isso pode variar.
✔Caso elas estejam quase boas, programe um tempo menor.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Hambúrguer Caseiro

Hambúrguer Caseiro
✔ 500g de carne moída
✔ 1 xícara de aveia
✔ 1 creme de cebola
✔ temperos frescos (eu usei salsinha)
✔ Misture os ingredientes e molde os hambúrgueres.
✔ Pode ser feito assado ou frito (por aqui assamos)
Eu costumo congelar!!!!

domingo, 6 de dezembro de 2015

Um "trato" no cabelo das Barbies

Hoje foi dia de salão para as Barbies dessa casa...

Como Fazer:

✔Separe as Barbies e tire todos os elastiquinhos dos cabelos;

✔ Lave os cabelos com shampoo; (bem lavadinho);

✔Enxague bem e coloque de molho com água e amaciante (eu usei uma tampinha como medida);

✔ Deixe descansar por uns 15 minutos;

✔ Desembarace bem os cabelos (sem dúvida essa é a pior parte... Rsrs);

✔ Enxague bem para tirar todo amaciante do cabelo;

✔ Esquente água (não precisa ferver), e jogue por cima do cabelo;

✔ Passe o pente novamente e deixe secar naturalmente.



sábado, 5 de dezembro de 2015

Panquecas de Beterraba

Não sei se vocês já passaram por isso, mas agora Rafinha está me dando um baita trabalho pra comer. Seleciona tudo, se recusa a provar alimentos novos, em especial os verdes (rs). Eu me lembro que a Manu passou por essa fase também e hoje se alimenta super bem. Resolvi preparar pra ela uma Panqueca de Beterraba, por que a cor preferida dela é rosa...
Deu mais certo do que eu imaginava... Ela comeu, repetiu, adorou, eu só não contei ainda o motiva de elas estarem rosa. 😬
Acho que assim que eu contar, ela pára de comer...

Bora lá: 🍽📝
Panqueca de Beterraba

✔️2 ovos
✔️2 xícaras de leite
✔️2 xícaras de farinha de trigo
✔️Sal a gosto
✔️1 beterraba

Coloque no liquidificador os ovos, o leite, o sal e a beterraba, e deixe bater. Vá colocando a farinha de trigo aos poucos. Se ficar muito consistente, coloque um pouco mais de leite.
Passe óleo em uma frigideira antiaderente e coloque +\- 1 concha de massa, espalhando bem pela frigideira. Quando estiver mais sequinha, vire a massa.
Depois é só rechear.

Obs 1: Eu usei como recheio a carne moída.
Obs 2: Eu já fiz essa receita substituindo a beterraba pelo espinafre. As panquecas ficam bem verdinhas, que é a cor preferida da outra filha (kkkkk).


O filho do meio...

Eu sempre ouvi muitas coisas sobre o filho do meio, mas nunca liguei muito, afinal, eu "sabia" que só teria duas filhas... Rsrsrs
O que mais dizem é que o filho do meio é o esquecido, o "largadinho". Eu nunca parei pra pensar sobre isso, mas achava muito complicado imaginar uma mãe agindo assim.
Hoje, eu consigo compreender esse rótulo, e vou tentar explicar o que se passa por aqui.
Amo minhas filhas de forma absolutamente igual, igual mesmo, de verdade. Mas quem tem a sorte de conhecer e conviver com as minhas meninas sabe que a minha do meio (Rafaella), é um achado. É o amor em forma de criança. Extremamente carinhosa, altruísta, divide até o sangue do corpo se preciso for, sempre foi o meu bebê, e essa posição sempre a fez muito feliz.
Quando engravidei da Dani, Rafinha tinha 3 anos e não entendeu muito bem o que estava acontecendo. Do meio pro final da gravidez, já foram surgindo os sintomas de ciúmes e nunca deixei de dar a atenção extra que ela precisava naquele momento.
A Dani nasceu...
Tudo, absolutamente tudo foi modificado na nossa rotina. Demorei pra perceber que ela estava sofrendo, a até hoje me culpo por isso (e falar desse assunto ainda me faz chorar).
Ela perdeu aquele lugarzinho que era dela, mas meu amor nunca foi afetado, de forma alguma.
Ela passou a se recusar a sair em fotos, meio que ignorava a presença da bebê e me solicitava boa parte do tempo, quando não, me evitava.
Saímos de férias e aí minha ficha caiu. Ela ficou quatro dias sem comer NADA. Passou mal, chorava muito, ficou manhosa. Passou uma madrugada inteira vomitando e nesta noite fui dar uma olhada nas fotos tiradas naquele dia e vi uma em que estávamos nós cinco, sendo a bebê no meu colo, meu marido ao meu lado e minha mais velha ao lado da bebê, enquanto a Rafa estava atrás de todos nós. Aquilo me doeu na alma e no coração. Até hoje dói. Mas nesse momento eu percebi o erro que estava cometendo.
Recorri às amigas, por que me senti tão displicente, dividi a minha dor, a minha angústia, chorei, chorei muito, muito mesmo, mas era a hora de mudar.
Conversei com ela, com as professoras e pedi ajuda a quem pudesse me ajudar.
Eu entendi que o filho do meio não tem um lugar estabelecido na família. O mais velho fica incumbido de ajudar, a mais nova depende 100% de você e a do meio não é grande o suficiente pra te ajudar e nem pequenina o suficiente pra passar o dia pendurada em você.
Mudei tudo. Eu estava fazendo errado e ela estava sofrendo.
Hoje, a Manu continua me ajudando, mas a Rafa também o faz, principalmente com a bebê. Coisas que eu faria em 10 minutos talvez eu demore 30, mas assim elas se sentem úteis, elas passam a ter lugar mais do que marcado em casa, cada qual com suas "limitações". Tem momentos em que fico só com a Manu, lendo livros, batendo papo, brincando na cozinha, outras vezes sou só da Rafa, assistindo desenhos, brincando de massinha, de casinha, colocando pra dormir, ou qualquer outra coisa.
O sofrimento foi amenizado. Em alguns momentos ainda não consigo me dividir em 3, porque todas me precisam naquela hora, então surgem os conflitos. Mas faz parte, estava incluído no pacote. 
Eu ainda me culpo pelo que passou e me policio frequentemente pra não cometer o mesmo erro. É difícil compartilhar esse tipo de coisa, porque estou admitindo erros e falhas, e mãe detesta falhar, estou me expondo a julgamentos, ok, quem quiser, que o faça, mas estou leve, estou feliz.
E ainda assim, diante das dificuldades, eu só consigo agradecer. Agradecer a Deus pelos anjos que me enviou, e por toda a ajuda que eu recebo de todos os lados. As pessoas que me cercam são muito carinhosas com as minhas filhas (por que quem não é, nem fica... Rsrsrs), e me dão sempre aquela forcinha extra.
Se eu não tivesse gritado por socorro, muito provavelmente nem saberiam o que se passava comigo.
E a gente segue assim, sorrindo, chorando, se descabelando e sobretudo sobrevivendo.


segunda-feira, 28 de julho de 2014

A emoção da descoberta da escrita

Bem, como a maioria já sabe, além de mãe 24h por dia, sou também professora de Educação Infantil, sem atuar temporariamente. Sendo assim, tive a oportunidade e a alegria de alfabetizar vários alunos, e também de fazer parte deste processo na vida de tantos outros. É imensamente gratificante ver essa florzinha desabrochar. A gente se dedica, se empenha, elabora mil e uma atividades, e quando acontece, temos a sensação de dever cumprido.

Como mãe as coisas mudam um pouco. Me acho bastante tranquila quanto à alfabetização, e na verdade acho que isso se dá pela experiência em sala de aula. Manu sempre foi uma criança dedicada, muito curiosa e questionadora, e eu, sempre aproveitei essas "deixas" pra estimulá-la. Muita gente diz que ela é assim por que tem mãe professora em casa, mas não é bem assim. Em casa eu sou mãe, não fico aplicando atividades nem coisas assim, o que eu faço, de verdade, é incentivar e, toda vez que ela  mostra interesse, sentamos juntas e eu esclareço, é um momento em que minha atenção é só dela.

Quando começou a reconhecer as letrinhas, me lembro bem que ela ficou fascinada, foi uma descoberta e tanto. Manu saia falando: "Olha a sua letrinha, mãe... A letrinha do papai, da vovó, do vovô...". A primeira palavra que ela descobriu e "decorou" foi o próprio nome, como sempre acontece, em seguida os nomes das pessoas da família. Eu digo decorou porque foi exatamente o que aconteceu, ela escrevia porque já tinha memorizado a ordem das letras. Ela sempre se sentiu encantada com o mundo das palavras. Foi ficando mais velha e as letras passaram, realmente, a ter ainda mais importância. Manu cada vez mais sentia a necessidade de "interpretar" os códigos (palavras) que estavam por toda parte. Ela não queria apenas saber o que estava escrito, ela queria ler, sozinha.

Isso foi se tornando angustiante pra ela, alguns dos amiguinhos da turma já conseguiam ler e ela ainda não estava tranquila e segura o suficiente pra que acontecesse. Conversei com a ex-professora dela, pela qual ela sente um carinho e um amor infinito, e também com a coordenadora da escola. Pedi que ambas conversassem com ela, e me ajudassem a tranquilizá-la, por que quando mãe diz é uma coisa, mas quando a mesma conversa vem de uma professora, parece que tem outro significado. E foi o que aconteceu.

Soube pela própria Manuella da conversa que ela teve com as duas. Eu senti que ela estava mais leve, mais confiante. Poucos dias depois, pelos corredores de um shopping, ela me chamou e disse: "Mamãe, acho que eu consegui ler uma palavrinha. Olha só, ali está escrito Vivo?", e olhou pra mim com um sorriso lindo e os olhinhos brilhando esperando minha resposta. Quando confirmei, ela me deu um abraço cheio de felicidade e satisfação. Senti que ela tinha tirado das próprias costas um peso enorme, ela estava se cobrando muito. E floresceu....

Ela continua se dedicando, treinando e se aprimorando. Está descobrindo que já que consegue ler, consegue também escrever, e tem tentando cada vez mais. Acho que nunca ganhou tantos livros de presente. A brincadeira preferida tem sido "Escolinha", na qual ela é sempre a professora, que me passa atividades e ditados. Isso também é treino, porque nos ditados, muitas vezes escrevo errado pra ver se ela percebe, outras vezes sou eu quem passo as palavrinhas, e tem dado muito certo assim.

Acompanhar o processo de alfabetização e ver a descoberta da escrita florescer é sempre muito lindo de se ver, mas eu confesso que com a minha filha a emoção foi indescritível e até hoje me emociona ver o quanto ela cresceu, e o quanto é importante pra ela cada etapa vencida, entre tantas e tantas que ainda estão por vir. Fico feliz em vê-la enfrentando as dificuldades, sem desistir, perseverando até conseguir. Me sinto realizada e muito, muito orgulhosa!!!

O que eu acho muito importante ressaltar é que, cabe a nós pais termos a tranquilidade e paciência necessárias pra que tudo aconteça com a maior naturalidade possível. Pressionar ou rotular o próprio filho como "burro" ou atrasadinho, além de não ajudar, com certeza atrapalha, e muito. Sem contar o quanto é desrespeitoso!!!! Cada um tem seu tempo, e eu, sinceramente, acho muito mais válido e produtivo dedicar uns minutinhos ao seu filho, ler uma história, esclarecer dúvidas e questionamentos, ao invés de ofendê-lo e fazer cobranças descabidas.

As parceiras que me ajudaram nesse processo foram fundamentais pra que tudo acontecesse ao seu tempo. Sou muito grata, muito mesmo.

E assim seguimos, a espera de novos desafios, afinal esses nunca cessam. O objetivo dela agora, é treinar muito a leitura pra conseguir ler a Saga Crepúsculo, que ela adoooooooora!!!!!

Beijinhos,
Tania