Bom, sem dúvidas esse é um assunto que gera dúvidas e discussões. Têm mães que tentam por um tempo e logo desistem, têm aquelas, que em nome da estética nem se dão o trabalho, têm as que adorariam amamentar, mas por algum motivo ficam impossibilitadas e têm aquelas, que assim como eu, mesmo com uma árdua adaptação, nem pensam em desistir.
Cada qual com a sua escolha, eu acho super importante amamentar. Não é apenas o vínculo que se cria entre mãe e filho, mas é também, e principalmente, uma questão de saúde. Ouço muitas mães dizendo que não tem leite suficiente, ou que o leite é fraco e não sustenta o bebê, e por outro lado muitos médicos dizendo que nada disso existe, que quanto mais se amamenta, mas leite produz. Confesso que desconheço a realidade desse assunto, por que eu tive a possibilidade de amamentar minhas duas filhas, e meu leite sempre foi o suficiente para sustentá-las.
Minhas pequenas foram amamentadas, exclusivamente, até os 6 meses, conforme orientação da pediatra. Neste período não tiveram nenhum problema de saúde, nadinha. Eu confesso que me orgulho disso, por que o início não foi fácil, em nenhum dos dois casos.
Quando a Manu nasceu, amamentá-la foi uma tarefa muito, muito difícil. Primeiro porque eu não tinha bico formado, portanto para mamar, seria necessário um esforço por parte dela. Segundo, que ela resolveu que seria um bebê preguiçoso, por que encostava no peito, abria a boca e dormia. Esforço? Nem pensar... Isso já acontecia na maternidade mesmo. Fui orientada pelas enfermeiras a, aos poucos, ir retirando as peças de roupa dela para mantê-la acordada. Isso não dava muito certo, inverno, um frio terrível, eu ficava com dó e não tirava nada. Nem preciso dizer que, ao chegar em casa foi aquele chororô, não conseguia mamar e ficava com fome. Tive que adotar a postura de retirar o leite com a mão, ordenhando mesmo, para que ela tomasse na mamadeira. Na minha cabeça, o importante era que ela estivesse alimentada. Nos primeiros 10 dias minha rotina era voltada, quase que, única e exclusivamente à amamentação. Foi muito difícil!!! Mas valeu a pena. Certa noite eu já não conseguia mais retirar leite, estava sentindo dores, tivemos então a ideia de pedir a uma prima do meu marido, que estava com um bebê de 4 meses, que amamentasse a Manu, dando um tempinho pra que eu conseguisse produzir a próxima mamada. Ela mamou tanto, mas tanto, que na volta para casa veio gorfando o caminho todo. Encheu o tanque e dormiu a noite toda. Na manhã seguinte, eu estava farta e pronta pra continuar, e foi o que aconteceu. Daí em diante ela passou a se empenhar mais, e eu já não precisava retirar. Fomos nos ajeitando, e passamos a curtir muito esse momento, que era só nosso. Trocávamos olhares, ríamos uma pra outra, eu era só dela e ela era só minha. Era incrível!!!
Já com a Rafa o problema foi outro. Ela pegou o peito de primeira, parecia que já mamava há tempos. Pegava até com certa força. O bico rachou e essa foi uma das piores dores da minha vida. Eu nunca pensei em desistir, isso não, mas foi tenso. Ela tinha fome, eu tinha leite, mas só conseguia amamentar com um dos seios. Na Maternidade me deram uma amostra da pomada Lansinoh, que é maravilhosa, e foi o que me salvou. Ainda assim, o seio sangrava, e quando ela mamava eu tinha a sensação de que estavam colocando um espeto bico a dentro. Terrível!!! Parei de amamentar com o seio do bico rachado, e tirava o leite à mão para não empedrar. Essa tormenta durou uma semana, talvez um pouco mais, e tudo deu certo. Pude, novamente, viver a maravilha da amamentação.
E ainda não é só isso, também tem a questão da alimentação da mãe, que fica um pouco restrita, principalmente nos 3 primeiros meses do bebê. Tudo o que a mãe ingere, vai pro leite, e determinados alimentos podem causar cólicas no bebê, daí, mais um sacrifício da nossa parte, deixando as guloseimas de lado.
Manu e Rafa foram amamentadas até completarem 1 aninho. Elas comiam muito bem, portanto a pediatra e eu achamos que seria esse um bom momento para o desmame (Logo mais uma postagem sobre esse assunto). Apesar dos transtornos até pegar o jeito de amamentar, posso garantir que o desmame é muito mais sofrido...
Eu acho que, se tem o que ser feito, cabe a nós fazer. Agora, se não tem, o vínculo não deixa de existir por conta disso, com certeza. Eu pude fazer e, para aquelas que podem, eu recomendo que façam, de verdade, vale muito a pena e o sofrimento é passageiro. Dúvidas devem sempre ser esclarecidas com o pediatra do seu bebê.
Beijinhos,
Tania
Beijinhos,
Tania
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