segunda-feira, 28 de julho de 2014

A emoção da descoberta da escrita

Bem, como a maioria já sabe, além de mãe 24h por dia, sou também professora de Educação Infantil, sem atuar temporariamente. Sendo assim, tive a oportunidade e a alegria de alfabetizar vários alunos, e também de fazer parte deste processo na vida de tantos outros. É imensamente gratificante ver essa florzinha desabrochar. A gente se dedica, se empenha, elabora mil e uma atividades, e quando acontece, temos a sensação de dever cumprido.

Como mãe as coisas mudam um pouco. Me acho bastante tranquila quanto à alfabetização, e na verdade acho que isso se dá pela experiência em sala de aula. Manu sempre foi uma criança dedicada, muito curiosa e questionadora, e eu, sempre aproveitei essas "deixas" pra estimulá-la. Muita gente diz que ela é assim por que tem mãe professora em casa, mas não é bem assim. Em casa eu sou mãe, não fico aplicando atividades nem coisas assim, o que eu faço, de verdade, é incentivar e, toda vez que ela  mostra interesse, sentamos juntas e eu esclareço, é um momento em que minha atenção é só dela.

Quando começou a reconhecer as letrinhas, me lembro bem que ela ficou fascinada, foi uma descoberta e tanto. Manu saia falando: "Olha a sua letrinha, mãe... A letrinha do papai, da vovó, do vovô...". A primeira palavra que ela descobriu e "decorou" foi o próprio nome, como sempre acontece, em seguida os nomes das pessoas da família. Eu digo decorou porque foi exatamente o que aconteceu, ela escrevia porque já tinha memorizado a ordem das letras. Ela sempre se sentiu encantada com o mundo das palavras. Foi ficando mais velha e as letras passaram, realmente, a ter ainda mais importância. Manu cada vez mais sentia a necessidade de "interpretar" os códigos (palavras) que estavam por toda parte. Ela não queria apenas saber o que estava escrito, ela queria ler, sozinha.

Isso foi se tornando angustiante pra ela, alguns dos amiguinhos da turma já conseguiam ler e ela ainda não estava tranquila e segura o suficiente pra que acontecesse. Conversei com a ex-professora dela, pela qual ela sente um carinho e um amor infinito, e também com a coordenadora da escola. Pedi que ambas conversassem com ela, e me ajudassem a tranquilizá-la, por que quando mãe diz é uma coisa, mas quando a mesma conversa vem de uma professora, parece que tem outro significado. E foi o que aconteceu.

Soube pela própria Manuella da conversa que ela teve com as duas. Eu senti que ela estava mais leve, mais confiante. Poucos dias depois, pelos corredores de um shopping, ela me chamou e disse: "Mamãe, acho que eu consegui ler uma palavrinha. Olha só, ali está escrito Vivo?", e olhou pra mim com um sorriso lindo e os olhinhos brilhando esperando minha resposta. Quando confirmei, ela me deu um abraço cheio de felicidade e satisfação. Senti que ela tinha tirado das próprias costas um peso enorme, ela estava se cobrando muito. E floresceu....

Ela continua se dedicando, treinando e se aprimorando. Está descobrindo que já que consegue ler, consegue também escrever, e tem tentando cada vez mais. Acho que nunca ganhou tantos livros de presente. A brincadeira preferida tem sido "Escolinha", na qual ela é sempre a professora, que me passa atividades e ditados. Isso também é treino, porque nos ditados, muitas vezes escrevo errado pra ver se ela percebe, outras vezes sou eu quem passo as palavrinhas, e tem dado muito certo assim.

Acompanhar o processo de alfabetização e ver a descoberta da escrita florescer é sempre muito lindo de se ver, mas eu confesso que com a minha filha a emoção foi indescritível e até hoje me emociona ver o quanto ela cresceu, e o quanto é importante pra ela cada etapa vencida, entre tantas e tantas que ainda estão por vir. Fico feliz em vê-la enfrentando as dificuldades, sem desistir, perseverando até conseguir. Me sinto realizada e muito, muito orgulhosa!!!

O que eu acho muito importante ressaltar é que, cabe a nós pais termos a tranquilidade e paciência necessárias pra que tudo aconteça com a maior naturalidade possível. Pressionar ou rotular o próprio filho como "burro" ou atrasadinho, além de não ajudar, com certeza atrapalha, e muito. Sem contar o quanto é desrespeitoso!!!! Cada um tem seu tempo, e eu, sinceramente, acho muito mais válido e produtivo dedicar uns minutinhos ao seu filho, ler uma história, esclarecer dúvidas e questionamentos, ao invés de ofendê-lo e fazer cobranças descabidas.

As parceiras que me ajudaram nesse processo foram fundamentais pra que tudo acontecesse ao seu tempo. Sou muito grata, muito mesmo.

E assim seguimos, a espera de novos desafios, afinal esses nunca cessam. O objetivo dela agora, é treinar muito a leitura pra conseguir ler a Saga Crepúsculo, que ela adoooooooora!!!!!

Beijinhos,
Tania


domingo, 27 de julho de 2014

A primeira "janelinha" e a visita da Fada do Dente...

Na minha humilde opinião, a infância é uma fase mágica na vida de qualquer um, em função disso, eu faço tudo o que está ao meu alcance pra tornar essa fase inesquecível pras minhas meninas. Sendo assim, por aqui o Papai Noel vem todo ano buscar a cartinha e deixar o presente embaixo da árvore, o Coelhinho da Páscoa também, gasta um tempo absurdo escondendo os ovos, deixando pistas pela casa, e ainda se dá ao luxo de petiscar umas cenouras, e por aí vai... Só faltava mesmo a visita da Fada do Dente.

Manu estava numa ansiedade danada pra que o primeiro dentinho caísse logo. A maioria das amiguinhas já desfilavam com suas "janelinhas" e ela nada. Todo santo dia me perguntava se o dentinho estava mole, mas as notícias sempre eram desanimadoras.  Certo dia começou a se queixar de dor na gengiva, e isso se prolongou por umas duas semanas. Entrei em contato com a dentista dela, que me sugeriu que a levasse ao consultório para verificarmos se realmente tinha algo com o dentinho, ou se era apenas excesso de ansiedade.

O dente não amoleceu, mas enquanto comia um espetinho de carne, do nada, ela deu um grito alto, começou a chorar e quando olhei pra ela, que estava na minha frente, vi a boca sangrando. Minha ficha caiu na hora. O engraçado é que eu fiquei tão feliz, tão emocionada, e ela ali, diante de mim, chorando, sem entender nada. Tentei tranquilizá-la, mas ainda chorou por uns minutinhos, e expliquei o que havia acontecido. Achamos o dente no chão e, passado o susto, veio a alegria. Os olhinhos dela brilhavam, ela ficava falando forçando o lábio inferior para que a "janelinha" ficasse visível, e eu ali, toda boba, achando isso tudo muito lindo.

Chegamos em casa e a primeira coisa que ela quis fazer foi a cartinha para a Fada do Dente. Uma hora da manhã e ela escrevendo a carta, fez desenho, e mal se aguentava de tanta ansiedade. Dobramos a cartinha e colocamos debaixo do travesseiro, junto com o dentinho.

Logo pela manhã, ela acordou e a primeira coisa que fez foi conferir se a Fada realmente havia passado. Não deu outra... Pulou, gritou e com uma alegria que não cabia em si, olhou pra mim e disse: "Nossa, mamãe, ela veio mesmo... Eu tô tão feliz que você nem imagina...".

Sim filha, eu imagino. Se eu estou fazendo certo, sinceramente não sei. Alguns pais optam por contar logo que nada disso existe, ou simplesmente não apresentam essas histórias a seus filhos, eu entendo e respeito isso, de verdade. Mas aqui em casa é diferente. Eu adoooooooro preparar as pistas e esconder os ovos, ajudá-la a elaborar as cartinhas e criar histórias para explicar as dúvidas que vão surgindo com o passar dos anos (Por que quanto mais velhos, mais questionam como tudo acontece), e sinto que isso é importante pra elas também. Se é importante e especial pra elas, pra mim não tem como ser diferente.

Em determinado momento tudo vai ficar mais claro pras duas, eu sei disso, mas enquanto houver magia e inocência, terá aqui uma mãe incentivando e tornando essa fantasia realidade, mesmo que eu tenha que me desdobrar cada vez mais.

Beijinhos,

Tania

Os desafios da Amamentação

Bom, sem dúvidas esse é um assunto que gera dúvidas e discussões. Têm mães que tentam por um tempo e logo desistem, têm aquelas, que em nome da estética nem se dão o trabalho, têm as que adorariam amamentar, mas por algum motivo ficam impossibilitadas e têm aquelas, que assim como eu, mesmo com uma árdua adaptação, nem pensam em desistir.

Cada qual com a sua escolha, eu acho super importante amamentar. Não é apenas o vínculo que se cria entre mãe e filho, mas é também, e principalmente, uma questão de saúde. Ouço muitas mães dizendo que não tem leite suficiente, ou que o leite é fraco e não sustenta o bebê, e por outro lado muitos médicos dizendo que nada disso existe, que quanto mais se amamenta, mas leite produz. Confesso que desconheço a realidade desse assunto, por que eu tive a possibilidade de amamentar minhas duas filhas, e meu leite sempre foi o suficiente para sustentá-las.

Minhas pequenas foram amamentadas, exclusivamente, até os 6 meses, conforme orientação da pediatra. Neste período não tiveram nenhum problema de saúde, nadinha. Eu confesso que me orgulho disso, por que o início não foi fácil, em nenhum dos dois casos.

Quando a Manu nasceu, amamentá-la foi uma tarefa muito, muito difícil. Primeiro porque eu não tinha bico formado, portanto para mamar, seria necessário um esforço por parte dela. Segundo, que ela resolveu que seria um bebê preguiçoso, por que encostava no peito, abria a boca e dormia. Esforço? Nem pensar... Isso já acontecia na maternidade mesmo. Fui orientada pelas enfermeiras a, aos poucos, ir retirando as peças de roupa dela para mantê-la acordada. Isso não dava muito certo, inverno, um frio terrível, eu ficava com dó e não tirava nada. Nem preciso dizer que, ao chegar em casa foi aquele chororô, não conseguia mamar e ficava com fome. Tive que adotar a postura de retirar o leite com a mão, ordenhando mesmo, para que ela tomasse na mamadeira. Na minha cabeça, o importante era que ela estivesse alimentada. Nos primeiros 10 dias minha rotina era voltada, quase que, única e exclusivamente à amamentação. Foi muito difícil!!! Mas valeu a pena. Certa noite eu já não conseguia mais retirar leite, estava sentindo dores, tivemos então a ideia de pedir a uma prima do meu marido, que estava com um bebê de 4 meses, que amamentasse a Manu, dando um tempinho pra que eu conseguisse produzir a próxima mamada. Ela mamou tanto, mas tanto, que na volta para casa veio gorfando o caminho todo. Encheu o tanque e dormiu a noite toda. Na manhã seguinte, eu estava farta e pronta pra continuar, e foi o que aconteceu. Daí em diante ela passou a se empenhar mais, e eu já não precisava retirar. Fomos nos ajeitando, e passamos a curtir muito esse momento, que era só nosso. Trocávamos olhares, ríamos uma pra outra, eu era só dela e ela era só minha. Era incrível!!!

Já com a Rafa o problema foi outro. Ela pegou o peito de primeira, parecia que já mamava há tempos. Pegava até com certa força. O bico rachou e essa foi uma das piores dores da minha vida. Eu nunca pensei em desistir, isso não, mas foi tenso. Ela tinha fome, eu tinha leite, mas só conseguia amamentar com um dos seios. Na Maternidade me deram uma amostra da pomada Lansinoh, que é maravilhosa, e foi o que me salvou. Ainda assim, o seio sangrava, e quando ela mamava eu tinha a sensação de que estavam colocando um espeto bico a dentro. Terrível!!! Parei de amamentar com o seio do bico rachado, e tirava o leite à mão para não empedrar.  Essa tormenta durou uma semana, talvez um pouco mais, e tudo deu certo. Pude, novamente, viver a maravilha da amamentação.

E ainda não é só isso, também tem a questão da alimentação da mãe, que fica um pouco restrita, principalmente nos 3 primeiros meses do bebê. Tudo o que a mãe ingere, vai pro leite, e determinados alimentos podem causar cólicas no bebê, daí, mais um sacrifício da nossa parte, deixando as guloseimas de lado.

Manu e Rafa foram amamentadas até completarem 1 aninho. Elas comiam muito bem, portanto a pediatra e eu achamos que seria esse um bom momento para o desmame (Logo mais uma postagem sobre esse assunto). Apesar dos transtornos até pegar o jeito de amamentar, posso garantir que o desmame é muito mais sofrido...

Eu acho que, se tem o que ser feito, cabe a nós fazer. Agora, se não tem, o vínculo não deixa de existir por conta disso, com certeza. Eu pude fazer e, para aquelas que podem, eu recomendo que façam, de verdade, vale muito a pena e o sofrimento é passageiro. Dúvidas devem sempre ser esclarecidas com o pediatra do seu bebê.

Beijinhos,
Tania


sábado, 26 de julho de 2014

Soltando a língua...

Quando nos referimos ao desenvolvimento infantil, sabemos que cada criança tem seu tempo pra tudo. Uns andam antes de 1 ano, outros só conseguem por volta de 1 ano e meio, uns começam a balbuciar e falar muito cedo, outros nem tem tanta pressa assim, e por aí vai....

A Manu, minha mais velha, demorou um pouco para andar, tinha receio, não se sentia muito segura, mas depois que descobriu como era interessante ser "livre", pegou gosto pela ideia e não parou mais. Já pra falar, começou cedo, e até hoje, tem a língua solta, fala o dia todo. rsrsrsrs

Só que, mesmo que o tratamento e as regras sejam as mesmas, um filho é sempre diferente do outro, por isso, não criei nenhuma expectativa quanto à Rafinha.

Quando a Manu tinha 8 meses, eu precisei voltar a trabalhar, por isso, desde então ela frequenta escola, divide experiências com outras crianças, e se socializa desde cedo. Não tenho a menor dúvida de que esse fator é um facilitador no desenvolvimento da criança. Na escola, por mais que as educadoras sejam carinhosas e atenciosas (e as da Manu eram, e muito), a criança aprende desde cedo a esperar um pouco, a não ser tão imediatista, afinal de contas, tem outras tantas crianças no mesmo ambiente, cada uma com uma necessidade a ser suprida. Eu acho isso fantástico. São crianças com a tendência de serem mais independentes.

Já no caso da Rafinha, assim que eu engravidei, optei por ficar um tempo em casa, curtindo a Manu, me dedicando à maternidade. Rafinha nasceu e toda a manhã ficávamos só nós duas, enquanto a Manu estava na escola. Foi incrível!!! Pude aproveitar, curtir e presenciar descobertas que com a Manu não havia sido possível.

Eu sempre tive em mente que os filhos devem ser criados e, principalmente, educados para o mundo. Essa é uma linha que eu procuro seguir diariamente, por que não é fácil. É um sentimento meio contraditório, por que é delicioso você ver e sentir que seu pequeno depende e precisa de você, mas por experiência própria eu garanto que vê-los "caminhando com as próprias pernas" é maravilhoso e emocionante.

Mesmo sabendo disso tudo, eu dei uma "escorregada" com a Rafa, e permiti que ela fosse meio preguiçosinha com relação à fala. Eu digo que permiti, porque acabei me acomodando, e com a correria do dia a dia, eu atendia às solicitações dela sem que ela me solicitasse de fato, se é que vocês me entendem.

Ela sempre foi muito independente, sempre se virou sozinha, andou com 10 meses, colocava objetos no chão pra poder alcançar coisas na estante, então eu sabia que o desenvolvimento estava acontecendo. Mas ela, definitivamente, não falava e essa não parecia ser uma questão que a incomodasse. Eu conversava com a pediatra, mas não estava preocupada, de verdade, porque eu sabia que ia rolar, quando ela sentisse a necessidade. Mas independente disso, quem conhece a Rafa sabe que ela NUNCA deixou de se comunicar, sempre se fez entender.

Começou a rolar uma pressão chata por parte das pessoas, por acharem que já estava mais do que na hora de ela falar e tal, que a culpa era minha, chegaram até a me questionar se ela era autista, enfim, foi me cansando... Cheguei a procurar fonoaudiólogos, mas nenhum atendia crianças com menos de 4 anos. Até o desfraldamento dela aconteceu sem que ela falasse, toda vez que queria ir ao banheiro era xixi. rsrsrs

Quando ela completou 2 anos e meio, tudo que ela falava era "mãe, pai, Maú, não e xixi". Chegou o momento de ir para a escola. Era a hora de soltar a língua, porque não teria mais a mamãe ali, a todo tempo. Haveria então a real necessidade de se comunicar com pessoas que sequer conhecia.

A mudança foi incrível!!! Em poucos dias, ela já voltava pra casa tentando contar algumas coisas, falar dos amiguinhos, formando frases, era lindo de ver a alegria dela. Quatro meses depois de iniciar a vida escolar, eu posso afirmar que ela fala TUDO, absolutamente TUDO. Algumas palavras mais complicadas ela se enrola um pouco, mas hoje, todo mundo a entende. Hoje ela canta, conta histórias, questiona, tudo de acordo com a faixa etária dela. E pelo que vi e senti, ela não é a primeira criança que entra na escola falando quase nada, e tenho certeza de que não será a última.

O que eu acho MUITO importante deixar bem claro, principalmente aos que não me conhecem, é que eu não sou uma mãe relapsa ou excessivamente desencanada. Eu estava muito tranquila, porque sempre tive o respaldo da pediatra das meninas. Tudo o que eu tenho de dúvidas, converso com ela. Questões das mais variadas, tratando da saúde física, emocional e social das minhas filhas. A questão dentro do consultório não se resume a peso, estatura, alimentação e probleminhas de saúde. A pediatra delas é minha grande parceira nessa jornada. Sempre conversamos sobre o que é possível fazer e, juntas, entramos num acordo. E foi o que aconteceu com relação à comunicação verbal da Rafa. Ela sempre me tranquilizou, por isso o caminho foi percorrido dessa forma.

Enfim, acho que cabe a nós, pais, termos um pouco mais de calma e de confiança de que, cedo ou tarde, as coisas vão acontecer, mas em caso de dúvidas, trocar experiências com outros pais é super válido, e conversar com o pediatra nunca é demais.

Beijinhos,
Tania

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A escolha do parto...

Parece até meio tarde pra fazer esse tipo de postagem, afinal meu segundo parto aconteceu há 3 anos, mas é um assunto tão importante, que resolvi investir...

Nos últimos dias tenho visto muita gente falando da cantora Sandy, e a criticando duramente por ter escolhido o parto cesárea, que de acordo com os médicos, é o menos indicado.

Todos nós sabemos que a natureza age por si só, e que por esse motivo, o ideal e o preferível, é que a mulher opte pelo parto natural. Em alguns casos isso não é possível, sendo assim, adota-se o plano B, a cesárea. Na teoria, é assim que funciona.

No meu caso, eu queria muito o parto normal, muito mesmo. Passei todo o meu Pré Natal atormentando a vida do meu obstetra com essa história, e a conduta dele sempre foi a mesma; me apoiava na decisão, mas sempre me preparando pro tal plano B. E eu mantive a tranquilidade e a confiança de que tudo daria certo, e deu....
Não pude fazer o parto natural, por falta de dilatação. A cesárea era o caminho. Por mim, sem crises. Não agendamos por que foi tudo na correria, depois de algumas contrações. Enfim, deu tudo certo.

Na minha cabeça, que já estava atolada de neuras e preocupações, o mais importante de tudo era ter a minha filha nos braços, saudável e linda de viver. E foi o que aconteceu. O pós operatório foi MUITO tranquilo, sem nenhum problema, nada perto de tudo o que haviam me alertado. Dores, sim, em especial nos primeiro dias, o incômodo dos pontos também, e uma constipação terrível. Enfim, tudo plenamente suportável, por isso costumo dizer que não conheço as dores do parto. Mas sei cada que mãe é uma e cada corpo é um. No segundo parto eu já não tinha escolha, por já ter feito uma cesárea pouco tempo antes, meu médico descartou o possibilidade de parto normal. Durante a cirurgia dei um pouquinho de trabalho (passei mal com enjoos), mas o pós operatório foi muito mais tranquilo, pois foram pontos de cirurgia plástica. Adorei!!!! rsrsrs

Mesmo sendo muito a favor do parto normal, eu acho que a mãe tem sim o direito de escolher a forma que deseja dar a luz. Poxa, cada uma conhece seus limites. Tem mulheres que têm seus filhos naturalmente sem problema algum, mas também têm outras que ficam horas e horas em trabalho de parto, sofrendo, por que é um momento de muita ansiedade e angústia, sentindo dores absurdas e quase insuportáveis (Isso é o que eu ouço...), o que piora com o tal "sorinho", e ainda assim, depois de tudo isso, algumas não aguentam e pedem a cesárea.

Escolher a cesárea não te torna menos mãe, ainda que essa tenha sido uma escolha, e não uma necessidade. E optar pelo parto normal, também não te torna mais mãe do que as demais. Esse é um título que vai se fortalecendo e se intensificando no dia a dia, nos cuidados, no zelo, na dedicação e no amor, que é o mais lindo e verdadeiro existente nesse mundo.

Vale lembrar, que mesmo sendo o ideal, nem todos os obstetras dão preferência ao parto normal, afinal de contas, neste caso, ele fica à disposição da paciente, o que nem sempre é possível. Muitos preferem mesmo agendar, pra não correr o risco de não conseguir fazer o parto, e é claro, muitas das mamães também têm essa preferência, até por se sentirem mais seguras tendo a certeza de que estarão nas mãos do próprio médico neste momento único e tão importante.

Então, se a Sandy optou pelo parto cesárea, ok, é uma escolha que só cabia a ela.

O importante mesmo é ser mãe, se essa for a sua vontade....

Beijinhos,
Tania


Pequenas Misses


Como vocês já sabem, sou mãe de duas garotinhas, uma de 6 e outra de 3 anos. Essas duas pessoinhas são a minha vida, tudo o que eu quero e busco é para o bem delas e para vê-las felizes. Não sei, mas ao que me parece, a maioria das mães pensa e vive da mesma forma. A maioria... Infelizmente, há exceções.


Certo dia, estava aqui em casa, numa boa, e por curiosidade resolvi assistir ao programa Pequenas Misses, que por já ter visto alguns poucos trechos, eu reprovo totalmente.

Fiquei HORRORIZADA com o que vi. Mães "obrigando" suas filhas de 6 ou 7 anos a se comportarem como mini adultas fúteis que têm a beleza estética como prioridade na vida. São horas e horas de ensaio, maquiagem, cabelo, unhas, vestidos e sapatos que além de cafonas e caros mostram-se desconfortáveis. Isso não é quase nada se comparado à cobrança e expectativa depositada nessas crianças. São mães frustradas que querem realizar seus próprios desejos por meio de suas filhas, que mesmo sendo tão novinhas, já sentem a pressão de serem impecavelmente perfeitas. Eu fico revoltada!!! São meninas, que estão sendo privadas de viver a fase mais deliciosa e importante da vida, a infância. Por vezes não querem ensaiar, nem se maquiar, afinal, são CRIANÇAS, mas suas mães se mostram inconformadas e descarregam um discurso ridículo deixando clara a importância de se empenhar e se dedicar pra que se ganhe um concurso de beleza. Para que mesmo???? Fazem críticas duras quando não são as vencedoras e se mostram decepcionadas quando suas filhas cometem qualquer erro. E eu continuo custando a acreditar no que vi...

Eu, no papel de mãe, erro muito com as minhas filhas, tenho consciência disso, afinal de contas, antes de mais nada, sou um ser humano. As minhas intenções são as melhores possíveis, sempre, e ainda assim os erros acontecem, e servem de lição, aprendizado... Mas neste caso, na minha opinião, é um comportamento muito, muito inadequado para se ter diante de uma filha. Isso é apenas a minha opinião...

Cada um cria e educa seus filhos de acordo com os próprios princípios e valores, ou até mesmo a falta deles, e na verdade isso não é da conta de mais ninguém. Não cabe a mim, nem a ninguém, julgar a postura dessas mães (Digo "mães" porque realmente acredito que seja uma conduta muito mais presente nas mulheres do que nos homens). Mas vamos e convenhamos, nós, pais, temos direitos e também obrigações com nossos filhos, e permitir que eles vivam plenamente a infância é uma delas.

Para finalizar, e essa eu confesso que me doeu, uma garotinha de 7 anos diz: "Eu desfilo pro meu pai e pra minha mãe, por que eu quero que eles me amem muito, e quando eu desfilo direitinho e ganho, eles me amam..."


Acho que nada mais precisa ser dito!!!!

Beijinhos,
Tania

sexta-feira, 21 de março de 2014

Parceria Escola X Família

Essa é uma questão importantíssima...

Quando Manu nasceu, fiquei em casa por uns meses mais, por que, definitivamente 4 meses era MUITO pouco. Porém, quando ela completou 7 meses, a matriculamos numa escola que eu julguei ser a ideal naquele momento. Era bem próxima a minha casa, pequena, adorei a dona da escola, que diga-se de passagem tornou-se a minha melhor amiga, atendia muito bem às minhas necessidades, e tinha aquela ENERGIA BOA que a mãe precisa sentir pra ficar segura. Não teve erro, tudo ocorreu perfeitamente... A comunicação era excelente, a socialização da Manu também, e o quanto ela gostava e se divertia lá, era notável. Uma relação maravilhosa...

Com o passar dos anos, meu marido e eu sentimos a necessidade de uma escola maior, com uma infra estrutura mais ampla, mas, na medida do possível, não queríamos que ela perdesse o aconchego da escola anterior pra se tornar "apenas mais uma", numa escola maior. Quando fomos visitar a escola, me lembro perfeitamente o que disse ao rapaz que me atendeu: "Olha, eu procuro uma escola com uma estrutura legal, com uma pedagogia bacana, que minha filha possa, além de aprender, brincar e se divertir, mas vou te pedir o impossível, não quero que ela seja 'tratada' como um número, uma mensalidade a mais. Numa escola grande, sei que o que te peço parece meio difícil...". Ele sorriu e disse: "Você está no lugar certo.". Juro que achei graça, mas dei a ele uma chance, fomos então conhecer a escola.

De cara ADOREI tudo... A Educação Infantil separada dos maiores, uma área verde invejável, com pé de tudo quanto é fruta, quadra, parques, salas de aula com varanda... Se tratando de estrutura era EXATAMENTE o que procurávamos. Gostei do atendimento, da atenção dos funcionários, achei que deveríamos investir, feeling de mãe. E confesso, não estava enganada!!!

Manu ia de transporte escolar, sempre saiu de casa sorrindo, feliz da vida, e como eu costumo dizer, minha filha é o espelho do que acontece na escola. Se ela está feliz, não tenho dúvidas de que a escola está fazendo bem a ela. Da diretoria à equipe de limpeza, TODOS sempre atenciosos e à disposição. No início eu liguei alguma vezes, pra saber se estava tudo bem, se ela estava bem, brincando, e sempre fui bem atendida, sentia que ali, realmente, era a segunda casa da Manu.

Surpresa mesmo eu fiquei no primeiro evento aberto aos familiares, em que desde a portaria, todos a cumprimentavam pelo nome. Fiquei maravilhada... E eu perguntava "Quem é, filha?", e a resposta "Não sei, mamãe..." Rsrsrs. Ela podia até não conhecer as pessoas, mas os funcionários a conheciam. As pessoas iam nos parando, contando situações dela na escola, com os coleguinhas, e eu notei que isso não acontecia só comigo, mas com as famílias de forma geral. Achei o máximo e naquele momento tive a certeza de que tinha acertado na escolha.

Muitos podem achar que se trata de puxasaquismo, mas não. Na condição de clientes, todo mundo "põe a boca no mundo" quando tem problemas ou é mal atendido e tal. Acho digno e justo, você dedicar um tempinho do seu dia pra elogiar e enaltecer o trabalho daqueles que o fazem bem feito. Óbvio que nem tudo é perfeito, nunca será, mas estou MUITO satisfeita, sim. Tanto que Rafinha já frequenta os mesmos espaços... rsrsrs

Quando tenho algum tipo de problema com as meninas, quanto a comportamento, regras e limites, sempre entro em contato com a escola, pra que elas entendam que a linguagem é uma só. Quando acho que determinada atividade ou projeto foi bacana, elogio na agenda, quanto aos eventos funciona da mesma forma. Quando tem algum problema, escrevo também, tenho retorno SEMPRE, e acho que a relação funciona bem assim, um se colocando no lugar do outro.

Escola não é depósito de crianças e adolescentes. Vejo muitos pais criticando, soltando o verbo, jogando TODA a responsabilidade educacional na escola, e não funciona assim. Muitos pais reclamam e não concordam com nenhuma decisão tomada por parte da escola, acho mais digno mudar de escola, afinal, o que não faltam são opções.

Nós pais, temos as nossas obrigações e responsabilidades, até por que, a escola é transitória na vida dos filhos, mas a família não. Muitas vezes, por parte da escola, nos é solicitada a participação em alguns projetos ou atividades, a colaboração com o envio de materiais, a presença nos eventos, o que não me parece sacrifício algum, mas alguns simplesmente se omitem. Já pararam pra pensar no que é pro seu filho você nunca se fazer presente no que se refere à escola? Disso minhas meninas não poderão se queixar. Não faço pra ficar bonito, pra PARECER bacana, ou por que vejo que outros pais fazem. Faço por elas, por mim. Muito fácil cobrar sem ter feito a sua parte. Eu adoro participar das atividades, dos eventos, estou sempre por lá, curtindo, aproveitando com elas, e o melhor de tudo, vendo nelas a satisfação e a alegria de ter os pais sempre ali, babando de orgulho e de admiração. Não há nesse mundo dinheiro que pague isso. Não há!!!

Quando falamos PARCERIA, precisamos considerar os dois lados, sempre... Meu contato com a escola é diário, trocando informações via agenda, telefone, ou pessoalmente quando preciso. Relato acontecimentos de casa que sejam pertinentes a escola, e vejo que eles fazem o mesmo. 

Sei que nem todos os pais dispõem do mesmo tempo que eu, mas participar das atividades e eventos não me parece algo tão impossível assim. A vida exige de nós esforços constantes.

Parceria é isso, cada qual com a sua responsabilidade, dando aquela força à outra parte.

Por hora, me sinto completamente satisfeita com a minha parceira... É assim que tem que ser!!!!

Beijinhos,
Tania

Melhor que ter uma filha, é ter duas...

E acho que ter três deve ser melhor ainda... rsrsrs
Sempre que me perguntavam quantos filhos eu queria ter, a resposta era sempre a mesma: "Ah, uns 3. Gosto de casa cheia...". Não, isso não mudou, não... A questão é que, pra minha situação, 3 filhos é demais...

Eu AMO ser mãe, amo mesmo. Sinto que nasci pra isso... Minhas filhas são meus maiores tesouros, parte de mim, praticamente a extensão do meu corpo.
Quem não tem filhos, vai ler isso e pensar, "Nossa, que mulher louca, exagerada", mas quem tem, certamente, concordará, por que é isso mesmo, não há exagero algum.

Ao longo da vida, somos acometidos por notícias boas, muito boas, nem tão boas assim e pelas ruins. A notícia da primeira gravidez, juro, foi a mais feliz da minha vida. Foi um choque, sem dúvida nenhuma, mas abracei a idéia logo de cara, me apaixonei pela novidade imediatamente. Poxa, eu estava prestes a me tornar mãe.  Tantas mulheres desejam, mas infelizmente não conseguem. Fui escolhida, muito melhor do que ganhar na loteria. Tudo foi realmente mágico, mesmo com alguns percalços.

Manu sempre foi incrível, super boazinha, saudável, entramos de cabeça nessa aventura.
Estávamos curtindo tanto a nova vida, que 2 anos e 2 meses depois, engravidei novamente. A gente fica em choque de novo, tudo mudaria novamente e outras questões estavam em jogo. Manu com ciúmes, cheia de dúvidas, mega ansiosa, e ao mesmo tempo dooooida pra irmãzinha nascer logo. Ela sabia que as coisas mudariam, mas não sabia exatamente de que forma. Parei de trabalhar pra me dedicar a ela e à gravidez, uma decisão difícil, mas muito consciente. Foi a melhor coisa que fiz, com o apoio do meu marido, é claro.

Rafinha veio cheia de saúde e de luz, trazendo ainda mais alegria à nossa família. Um novo bebê, um milhão de novos desafios. Uma experiência incrível.  Manu sempre me ajudou muito, e sempre fizemos questão que ela participasse de tudo, trocas, banhos, mamadas, brincadeiras, tudo, até do soninho ela participava.  Não tinha como ser diferente....

Com o segundo filho, muitos erros são evitados, algumas situações conseguimos "tirar de letra", mas o que prevalece, sem dúvida nenhuma, são as surpresas, por que um filho é sempre diferente do outro. Cada qual com sua personalidade, com suas preferências e gostos, com sua forma de expôr o que sente e de agir diante de certas situações, muda tudo... E essas surpresas são deliciosas!!!!



O vínculo entre as duas foi ficando estreito, e a cumplicidade se fortalecendo a cada dia...
No início Manu estava sempre por perto, assistindo desenhos, brincando, cantando, dando papinha, suquinho, e as duas se divertiam muito juntas. Mas com o passar dos meses, a Rafa foi crescendo, e com isso veio a necessidade das próprias descobertas, da independência, e isso mexeu um pouco com a Manu. Com muitas e muitas conversas, explicamos à ela a importância de a Rafa fazer as coisinhas dela, do jeitinho dela, o quanto é importante pra ela aprender a fazer as coisas, a se virar, por que ela também está crescendo. Manu, linda que é, aos poucos foi compreendendo, e dando à Rafa a liberdade e o espaço necessário. Isso fez com que ficassem ainda mais próximas.

Elas brigam sim, e muito. Quando uma pega um brinquedo, a outra passa a querer o mesmo brinquedo, naquele exato momento. Rsrsrs. Normal por aqui, e em muitas casas com mais de uma criança. Eu só me meto quando, realmente, é necessário., quando uma bate na outra, quando uma fica chateada com a outra, mas normalmente, as duas se entendem sozinhas. Acho importante aprenderem a resolver os problemas sem a minha intervenção, isso é pra vida.

São, EXTREMAMENTE, amigas e companheiras, num geral se dão muito bem, uma compra a briga da outra, e eu acho isso lindo.  É assim mesmo que deve ser. Em alguns momentos a Rafa faz questão da presença e da ajuda da Manu, mesmo que eu esteja a disposição. E muitas outras vezes, a Manu só quer ficar com a Rafa, vendo os desenhos que ela gosta ou ensinando ela a brincar. Lindas!!! Isso me enche de orgulho...


Hoje, cada uma tem seu espaço, e em muuuuuitos momentos "dividem o mesmo espaço", ficam juntas por opção. Manu faz coisas que a Rafa ainda não pode, e isso deixa ela toda cheia de si, afinal de contas ela é mocinha. Por outro lado, Rafinha tem a chance de fazer coisas que a Manu já não pode mais... Todo bônus tem um ônus. São coisas da vida, conquistando algumas coisas, perdendo outras.
Felizes, é assim que as defino. Uma respeitando sempre a outra, e se amando acima de tudo.

Bom, babões e orgulhosos, é assim que defino Douglas e eu... Estamos, constantemente plantando o bem em nossos tesouros, e diariamente colhendo o merecido.

Pra nós, pais, é muito, mas muito gostoso poder desfrutar desse amor em dose dupla. Não tem como amar uma mais do que a outra, por aqui o amor nunca foi dividido, sempre foi multiplicado. Tudo em dobro é bom demais, carinhos, beijos, abraços, "Eu te amo", e até mesmo as preocupações.  Tudo vale a pena!!!!

PS- Manu ainda pede mais um bebê, mas quando a Rafa começa a perturbar muito, rapidamente desencana da ideia.... rsrsrs

É isso gente, melhor que ter uma filha, certeza que é ter duas.... E eu ainda aposto que ter três é o ideal... kkkkkk

Beijinhos,
Tania

sábado, 8 de fevereiro de 2014

A primeira semana de aula...

E agora o ano começou de vez, acabaram as férias, e as crianças voltaram às aulas, ou começaram essa nova jornada. Aqui em casa estou vivendo as duas situações, cada qual com seus benefícios e seus obstáculos.  Quem disse que crescer seria sempre fácil???

Manu, com 5 anos está ingressando no 1° ano do Ensino Fundamental. Estava super, mega, master ansiosa, cheia de dúvidas e questionamentos. No meu papel de mãe e amiga, sentei com ela e conversei sobre o que estava por vir. Enfatizei os pontos positivos na tentativa de amenizar essa ansiedade, mas coloquei os contras também, pois não queria que ela fosse pega de surpresa. Mudou o espaço, a sala de aula, a organização das atividades, menos diversão, massinha, parque, mas por outro lado, na sala cada um terá sua mesinha (igual no Carrossel, que ela adora), ela aprenderá a ler e escrever (ela almeja muito isso), aulas de música, tudo isso, por que ela está ficando mocinha. Sim, está crescendo, assustadoramente rápido demais... Ela foi pra escola adorando tudo isso... Mas na quarta feira ela me surpreendeu dizendo: "É mamãe, você tinha razão, o 1° ano é legal, ele só não é tão divertido quanto o Pré". Nem preciso dizer que partiu meu coração, não queria que ela estivesse lá sem se divertir... Poxa vida, se divertir faz parte, está embutido no pacote... Mas não, ela sentiu o tranco de ficar dois dias sem ir ao parque, sem brincar de massinha, sem brinquedos, ela sentiu e aí eu notei que crescer dói, pra mim e pra ela, mas faz parte. Duas vezes em uma semana ela me pediu pra não ir à escola, e isso NUNCA havia acontecido. Okay, continuo incentivando e sempre mostrando o lado bom das coisas. Esse ano ela está perdendo, e no próximo perderá mais, por que com o passar do tempo, vai deixando de ser criança, adquirindo cada vez mais responsabilidades. Ela perde, mas também ganha. Por isso sempre enfatizo a importância de aproveitar o que tem hoje, até por que eu SEI que ela vai aprender a se divertir com o que tiver disponível. Sejam livros e cadernos ou, parques e massinhas.

Por outro lado, num lugar nem tão distante assim, tem a Rafa, minha pequenina, que após 2 anos e meio com a mamãe, neste ano inicia sua vida escolar. Como não poderia ser diferente, ela estava doida pra ir, principalmente por conta do "baballet", como ela diz, e por fazer companhia à irmã. No primeiro dia, a levamos com mochilinha e lancheira, as primeiras da vida dela, uniforme igual da irmã mais velha, toda arrumadinha, cheirosinha (não por ser o primeiro dia, modéstia a parte, arrumadinhas e cheirosinhas e elas sempre vão). Chegando lá, os olhinhos brilharam ao ver tantas crianças correndo e brincando... Me deu um abraço apertado, um beijo cheio de amor, um sorrisinho maroto e deu tchau. Sempre achei que sofreria nesse momento, mas não, saí de lá com o coração transbordando de orgulho e alegria. Estranhas foram essas primeiras horas de casa vazia, parace tão maior do que é, e o tempo demorou a passar, por volta das 9h eu já queria buscá-las. Rsrsrs.

Cheguei na escola e fui recebida, não apenas por um sorriso lindo, mas dessa vez por dois. Meus dois tesouros comigo novamente, uma sensação deliciosa, muitas talvez não entendam, mas eu curto muito estar com as meninas. Cansadas, almoçaram, banho e cama. Dormiram A TARDE TOOOOOODA.
No dia seguinte tudo de novo, mas ao chegar na escola, minha pequenina entrou em desespero por que não queria ficar. Como professora sei que isso é muuuuuuuuuito comum, mas como mãe, eu não esperava. Conversei, conversei, conversei e, nada, irredutível ela estava e assim permaneceu. Vi que a única saída seria ir embora e deixá-la chorando mesmo, até por que, quanto mais eu ficasse, mais sofrido seria, tanto pra ela quanto pra mim. Tive que soltá-la do meu pescoço a força e deixá-la lá, com a professora, enquanto ela me chamava aos prantos, acreditando que eu a pegaria de volta. Subi aquela rampa correndo, sem olhar pra trás, entrei no carro e nem preciso dizer, desabei. Fiquei triste, mas sei que essa ruptura é muito importante pra ela, e sei também que a escola é um lugar que, em alguns dias, ela vai adorar.
No dia seguinte a cena se repetiu, mas no outro dia já não.  Não queria entrar, mas conversei, rapidamente, com ela, que ficou numa boa, sem chorar, o que me deixou tranquila, com o coração calmo e sereno.

Veremos segunda, pós final de semana, como ela irá reagir, mas confesso que estou me preparando pra tudo.

Muita gente pode ler essa postagem e pensar:"Nossa, que exagero!!!". Mas quem é pai e mãe sabe bem do que estou falando. A dor de um filho é a nossa dor, independente de qual seja o motivo, pode ser a primeira vacina, ou alguma dor emocional. São várias barreiras vencidas e superadas ao longo da vida, umas são mais sofridas que outras, uns sentem mais que outros, o importante é estarmos lá, nos fazendo presentes, dando aquela força, aquele beijo carinhoso, aquele abraço que transmite confiança, ou simplesmente estarmos lá.

Que venham novos desafios para que, juntos, possamos evoluir. Isso é viver!!!!

Crescer... Quem disse que seria fácil???

Beijinhos,
Tania

Calor, comida e crianças...

Que as temperaturas estão bem acima da média nas últimas semanas, não é novidade pra ninguém, o grande problema é conciliar esse calorão com uma alimentação bacana, principalmente pras crianças....

Do jeito que as coisas estão, fica complicado comer pratos "quentes", não dá nem vontade de começar. O calor, realmente está abusivo, mas por outro lado, sabemos que crianças estão em fase de crescimento, por isso não tem como ficar única e exclusivamente a base de saladas. Isso, é a MINHA OPINIÃO DE MÃE, nada além... Por isso, temos usado e abusado dos peixes, frangos e carnes grelhadas.

Frutas, elas sempre aceitaram MUITO bem, mas os verdinhos... Eu nunca fui muito amiga das saladas, quem me conhece sabe bem... Mas muito mudou quando me tornei mãe, por que sempre achei que seria desnecessário oferecer um alimento às minhas filhas, esperando que elas comessem enquanto eu apenas assistia a cena. Acho, e na verdade tenho certeza, de que é muito mais negócio, sentar e comer com elas, assim a aceitação flui naturalmente... E foi o que aconteceu em casa. Preocupada com a importância da boa alimentação delas, acabei mudando meus hábitos, o que só foi benéfico...

Mas ainda assim, não é tudo que eu como... rsrsrs.  Depois de tanto quebrar a cabeça, tive a idéia de fazer sucos naturais com diversos alimentos. Deu super certo!!! Hoje em dia esses sucos já fazem parte da nossa alimentação diária, principalmente nesse calor... Coloco couve, agrião, rúcula, água de coco, cenoura, beterraba, acerola, maracujá, abacaxi, maçã, melão, pepino, gengibre, aveia, mamão, limão, hortelã... Não tudo de uma vez, olho na geladeira e vou selecionando, mas sempre tem ao menos um tipo de folha e a aveia... Pela primeira vez posso dizer que, frequentemente, a gaveta de frutas e verduras se esvazia por completo, sem que nada vá para o lixo... É muito bom, e me deixa muito feliz ver a aceitação delas. Tem gente que pode dizer:"Ah, mas você bate tudo no liquidificador e elas nem sabem o que estão consumindo". Negativo!!! Elas me ajudam a preparar e sempre que possível, me ajudam a comprar também, sabem exatamente o que estão tomando.

As mudanças já são visíveis, as duas, que sempre tiveram o intestino mais preguiçoso, já vão ao banheiro sem grandes dificuldades, e o que me deixou ainda mais feliz foi, abrir uma Coca-Cola na sexta a noite (afinal, aqui comemos de tudo, inclusive coisas não tão saudáveis assim), e ver que ela sobrou, tomaram um pouquinho e não quiseram mais, ficou choca, e tive que descartá-la, o que nunca aconteceu com nossos "sucos malucos", como diz a Manu.

É isso, quis compartilhar essa nossa experiência, até pra deixar como dica e sugestão às mamães e papais que estão com dificuldade de introduzir novos alimentos à rotinas dos pequenos...

Sugestões de combinações de sucos serão muito bem vindas!!!

Beijinhos,
Tania

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A amizade...

"A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir..."
Olha, acho que isso é mesmo verdade. Amizade é um treco difícil de explicar, né?!? Ao longo da vida, somos agraciados com colegas de escola, colegas dos colegas, colegas escoteiros (eu fiz, por isso tenho colegas de lá). O fato é que, alguns desses colegas, se tornam amigos e alguns dos amigos, ganham o título de melhores amigos. Isso acontece desde sempre. Desde que nos entendemos por gente, desde que passamos a nos relacionar com outras pessoas.

A escolha dos melhores amigos não tem muito como ser explicada, rola AQUELA identificação, você simplesmente gosta daquela pessoa, com os defeitos e qualidades que ela tem, e isso também é desde sempre...

Muita gente reclama das Redes Sociais, mas uma coisa tem que ser reconhecida, ela pode até afastar as pessoas, por muitas vezes acreditarmos que o contato virtual é suficiente, mas ela aproxima pessoas que a vida se encarregou de distanciar. Tive a oportunidade de reencontrar pessoas MUITO queridas, melhores amigas de outras épocas, e estamos nos aproximando novamente, com carinho e MUITA vontade de reencontrar. No meu facebook tenho contato com amigos da época do Ensino Fundamental (ginásio na época), do Ensino Médio, da Faculdade, amigos que encontrei pela vida... Isso é MUITO bacana!!! Vejo que muitos se casaram, tiveram filhos, alguns saíram do país, alguns não mudaram muita coisa... Infelizmente, tem muita gente que só quer cuidar da sua vida, futricar mesmo, essas, eu me dou o direito de tirar da minha página, por que se é pra acrescentar, tâmo junto, caso contrário, beijos e NÃO me liga...

Acho tão lindo ver minhas bonequinhas, principalmente a Manu, com as amiguinhas, brincando, aprontando, agregando muito amor e carinho umas às vidas das outras, e inclusive brigando. E como brigam, não... "Mamãe, HOJE, fulana nunca mais vai ser minha amiga, mas só hoje..." rsrsrsrs. Criança tem disso, brigam mas logo estão se amando, não guardam mágoas, ressentimentos, as coisas boas sempre prevalecem, temos TANTO a aprendem com eles, não?!? Rafinha vai no embalo das amiguinhas da irmã, pelo menos por enquanto... São amigas de escola, de ballet, amigas da vida, são muitas, graças a Deus!!! Falo no feminino, por que pelo menos por aqui, o que prevalece com elas são as amigas, com exceção do João, o rapazinho LINDO e tuuuudo de bom. São passeios, encontros nas casas umas das outras, cineminha, Sesc, piscina, ou só um almocinho mesmo... É tão, tão, tão bom... Nem preciso dizer, que essa rotina acaba aproximando as mães, e inevitavelmente algumas delas se tornam o que? AMIGAS...

Eu não posso reclamar não, a quantidade não é ENORME, não, mas a qualidade... Ahhhh a qualidade... Minhas AMIGAS são de primeira linha... Posso ligar tarde da noite se precisar, ou até mesmo de madrugada, posso pedir pequenos e grandes favores, posso simplesmente pedir aquele ombro amigo, aquele conselho precioso, posso ficar tempos sem visitar, mas o amor e o carinho só fazem aumentar. Elas sabem que também podem contar comigo, SEMPRE!!! Risadas, choros, segredos, fofocas, micos, diversão, gargalhadas, dores de barriga de taaaanto gargalhar, uma riqueza sem tamanho... Acho o máximo ver minhas meninas embarcando nessa viagem chamada AMIZADE!!!! Espero que muitas dessas amiguinhas sejam pra vida toda...

Faltaram amigas na imagem abaixo... Principalmente as das antigas... Peço um milhão de desculpas, mas nessa era de câmera digital, e celulares, nem sei onde estão as fotos reveladas... Me mandem que eu acrescento, com certeza!!!



Alguns se perdem, outros se fortalecem cada dia mais...
Ter amigos é TUDO DE BOM!!!!

Até mais,
Beijinhos,
Tania


terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Quedas e machucados...

Crianças... Brincam, pulam, correm, se divertem e com isso, as quedas e machucados.


Uns meses atrás, a Manu caiu e machucou o joelhinho.... Ficou um buraquinho, mas até aí, achávamos que se tratava de mais uma de suas quedas. Dia após dia, cuidando, limpando, e nada, nada de melhorar. Ela se queixava de dores, e nós continuávamos a cuidar. Eis que, de um dia para o outro, o machucado ficou MUITO feio, inchado, roxo e com muita secreção.Íamos levá-la ao médico, quando decidimos tirar a pelinha de cima. Assim que o fizemos, notamos que tinha algo "escuro"dentro do machucado. Achei que fosse sujeirinha, terra, não sei bem.... Ao invés de espremer esticamos a pele do joelho, eis que, o susto... Um a pedra começou a sair.... O susto foi tão grande que Manu parou de chorar pra assistir a cena. Achei grande, ela ficou quase duas semanas com esse corpo estranho no joelho. Me questiono muito nessa hora, eu poderia ter levado ela ao médico, mas é que REALMENTE, só ficou feio no dia em que resolvemos "mexer". Nem aconselho que isso seja feito, na hora, fomos limpar e acabamos nos estendendo.


Só estou compartilhando isso com vocês, por que muitas vezes não damos a devida atenção aos pequenos tombos, por que realmente não acreditamos que uma pedra vá se instalar no joelho da sua filha. A mim serviu de lição.... Eis a pedra e o joelhinho após a retirarmos...


É sempre bom lembrar que nós pais e mães, muitas vezes achamos mais prático tentar resolver em casa, a levar nossos pimpolhos ao médico. O equilíbrio é essencial. Não dá pra levar ao hospital no primeiro espirro ou tosse, tão pouco, se tornar a própria pediatra do seu pequeno, a não ser que esse seja realmente o caso. Mesmo quando mãe de primeira viagem, nunca fui dessas que não perde a oportunidade de visitar um PS. Em conversa com a própria pediatra, ela me esclareceu que isso nem sempre se faz necessário. Com a Rafa já me sinto mais segura pra agir em casa, e, no nosso caso, entrar em contato com a pediatra delas, pra verificar a real necessidade de ir a um hospital.

Navegando pelos mares da internet, encontrei essa reportagem sobre situações das quais nós pais sempre temos dúvidas de como agir. Febre, dor de barriga, quedas, no link abaixo você encontra dicas ricas e muito úteis, eu pelo menos gostei muito.



Vale a pena visitar!!!
Até mais,
Beijinhos,
Tania

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

E a família aumentou...

Não, não... Nada de bebê... Rsrsrs... Quem chegou foi a Bella (isso mesmo, o nome foi escolhido graças a Saga Crepúsculo...), uma cachorrinha linda, linda que agora faz parte deste clã...

Foto: A mais nova integrante da família... Bella, Seja Muito Bem Vinda!!! #manufeliz #rafinharadiante #bellalinda

Acho importante crianças terem um bichinho de estimação, até por que não rola essa de bichinho, né, é um membro da família, como diz a Manu, ela ganhou uma "irmãzinha". Possibilita que aprendam a cuidar, respeitar, tomar os devidos cuidados, dar carinho, amar, amar e amar...

Por aqui ainda é tudo muito novo, a noite passada dormimos mal (ela estranhou bastante, chorou muito...), sapatos, temporariamente bem guardados, ensinar a fazer as necessidades no lugar certo, e tentar controlar as crianças, que estão empolgadíssimas. Querem beijar, abraçar, agarrar e pegar no colo a toooooooodo instante. Rafinha já ganhou uma mordidinha na bochecha... rsrsrs

Manu SEMPRE teve pavor de cachorros, um medo inexplicável, por que nunca ocorreu nada que pudesse causar isso. Mas medo não se explica. Já a Rafa, não... Completamente destemida, minha preocupação era o contrário, pois ela sempre mexeu com tudo quanto é tipo de cachorro. Por isso nunca cogitamos a possibilidade de ter um cãozinho, uma gostava demais e a outra simplesmente não gostava.

Até que, Manu teve a oportunidade de passar um final de semana na companhia da Yumi, uma cachorrinha linda demais, super calminha e dócil. Foi amor a primeira vista, e minha loira se encantou por ela. Desde então, ela vem, com frequência, nos pedindo uma cachorrinha pequenininha. Víamos o esforço dela em vencer esse medo, então decidimos que seria uma boa ideia.

Começamos a procurar, até que o amigo do papai resolveu nos presentear com essa poodle tão, tão, tão TUDO DE BOM...
Ainda estamos nos adaptando, hoje rolou a primeira vacina, o primeiro banho (em casa), a primeira visita ao Veterinário, e confesso que ainda estamos em "Lua de Mel"... Mas eu sinceramente acho que esse clima tão gostoso não vai mudar muito, não... Mas caso mude, acho que será pra melhor...

Aos que já são donos de cachorrinhos, só uma dúvida: O veterinário nos perguntou sobre castração. Disse que, a não ser que tenhamos a intenção de procriar, essa é a melhor alternativa, principalmente pelo fato de a castração evitar diversas doenças. Isso ocorreria após o primeiro cio. O que acham???

Bom, por hora é só, por que o trabalho em casa aumentou um bocadinho... rsrsrs

Até mais,
Beijinhos,
Tania

sábado, 11 de janeiro de 2014

Passeio do Dia: Mercadão...

Paulistano é um "bicho esquisito", né?!? A gente vive reclamando que não tem lugares pra passear, quando na verdade a única coisa que falta por aqui é a, tão desejada, praia. Muitas vezes acabamos apelando pro shopping mesmo. Certo? Errado... Isso não é muito a cara da gente, não...

Graças a Deus temos nosso carrinho na garagem, mas isso NUNCA nos impediu de deixá-lo em casa pra nos aventurarmos de trem ou Metrô, por que confesso que de ônibus é beeeeem mais complicado.
O passeio escolhido dessa vez foi o Mercadão. Tipicamente paulistano, o passeio é incrível. Fomos de Metrô e descemos na Estação São Bento.  Aí, vem a parte complicada, resistir às tentações ao descer a Ladeira Porto Geral... rsrsrs. Passado isso, pronto, chegamos. Uma caminhada super curta, coisa de 8 ou 10 minutos (considerando que estávamos com duas crianças). O que dificultou, com certeza, foi o solzinho ameno de 36°, fora isso, tranquilo. Rsrsrs. Mas, calejados que somos, pra esse tipo de passeio, é tênis do pé (papete pras meninas), boné, óculos escuro e mochila nas costas (quase uma trilha).

Verão, sábado lindo de sol, como esperávamos estava LO-TA-DO... Mas beleza!!! Rodamos, rodamos, rodamos e decidimos encarar o Lanche de Mortadela (super, mega, master leve) e o pastel (que realmente me surpreendeu no tamanho e no peso... suuuuper recheado, de verdade). Show!!! Acho que vou ficar sem comer o resto do final de semana!!! Rsrsrs
Muita, muita, muita água, abacaxi, melancia, água de coco e pra fechar pitaia, que eu não conhecia, mas é muito gostosa.



 

Ufa!!! Bora encarar a subida da Ladeira Porto Geral (devia ser o contrário,né?!? Subida pra ir e descida pra voltar... rsrsrs).

Típico passeio desse quarteto... Se vamos voltar? CERTEZA!!! Manu curtiu de montão, Rafinha se esbaldou, Douglas e eu ficamos com a parte mais pesada, mas é tão, tão, tão bom... Recomendamos!!!



Até Mais, galerinha!!!
Beijinhos,
Tania



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Ixi, acabou a energia....

Ixi, acabou a energia... Mas não se trata de uma metáfora, não... Neste exato momento, estamos sem energia. E eu não me refiro à energia das meninas, não, por que graças ao cochilo da tarde, energia elas têm de sobra, o que dificulta bastante nessa hora.

O que fazer com duas crianças pequenas, descansadas, morrendo de calor, a noite e SEM A BENDITA ENERGIA? Okay, o banho geladinho pra refrescar eu já dei... O que nos resta? Bom, brincar, contar histórias, cantar e dançar. Por aqui tá mais ou menos assim... Certa vez ouvi de uma amiga, "se a vida lhe der limões, faça uma limonada." (Ah, isso também já fizemos pra ajudar a refrescar... rsrsrs).

Se adulto já detesta ficar sem energia, imagine as crianças... Então vamos "fazer a tal da limonada". Nessas situações, costumamos conversar ainda mais, tornar a chatice meio lúdica, brincar de acampar na sala, fazer cabaninha, encenar as historinhas que a Manu cria, pra ir distraindo, por que no final das contas, das duas uma, ou elas se cansam, relaxam e acabam dormindo, ou antes disso a energia acaba voltando. Confesso que por aqui a primeira opção é a que mais se aplica. Pelo menos a gente evita que fiquem com medo, que se estressem, o que acaba por nos estressar também, e na medida do possível, tudo se ajeita...

Bom galera, vou ficando por aqui por que não sei até quando terei carga na bateria do celular, e como a previsão da queridíssima Eletropaulo é pra que a energia volte às 3h15 da matina, é bom economizar...

Até mais,
Beijinhos,
Tania

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Voltar a trabalhar....

Como já mencionei anteriormente, sou formada em Pedagogia. Num trabalho voluntário que eu fazia numa creche, descobri minha paixão pela sala de aula. Amo essa profissão, e sempre me dediquei muito a ela. Trabalhei em lugares bons, em lugares excelentes e em lugares nem tão bacanas assim, mas faz parte, né?!? Minha paixão por crianças sempre foi ENORME e explícita. Embarquei de cabeça na área educacional. Sempre cuidei dos meus alunos como se fossem filhos. Tenho contato com MUITAS mães até hoje. Vejo que muitos cresceram, e estão grandinhos, mocinhos e mocinhas, e a lembrança que eu tenho, é daqueles pequeninos ouvindo histórias, cantando, fazendo fila pra aula de Educação Física, pedindo pra abrir o danone da hora do lanche, das briguinhas, das descobertas, dos "Tia, eu te amo" mais sinceros do mundo.... Muuuuuuito bom!!!!

Mesmo completamente apaixonada pela profissão que escolhi seguir, quando engravidei da Rafinha, meu marido e eu achamos conveniente que eu me ficasse um período em casa. Com a Manu pequena eu não tive opção, e precisei voltar logo, mas dessa vez queríamos que fosse diferente. Minha situação naquela época, nem de longe era ruim. Eu trabalhava bem perto de casa, com pessoas extremamente queridas (e a melhor de todas as amigas que Deus poderia me dar, Ana Ligia) e ainda por cima, era professora da Manu. Tinha como ser melhor? Acho que não, mas mesmo assim, decidi me ausentar por um tempo, me dedicar às minhas bonequinhas, à minha casa e ao meu marido. Se me arrependo? Não, nunca. Foi uma decisão pela qual sou julgada até hoje, e na boa, nem ligo...

Curti MUITO a Manu antes de a Rafinha nascer. Ela estava ansiosa, cheia de ciúmes, dúvidas, sem saber exatamente o que mudaria dentro de alguns meses. Passeamos muito de trem, cinema, viajamos, fomos praticamente uma da outra, já que o papai trabalhava o dia todo. Foi muito bom, bom demais.

Quando a Rafa chegou, foi tudo fantástico. Por estar em casa, pude curtir muito as duas. Desde o primeiro dia. No começo é sempre aquela bagunça, em vários sentidos, casa bagunçada, bagunça de horários, rotina toda zoneada, até as coisas entrarem nos eixos, o que não demorou muito. Manu ia pra escola de manhã e Rafinha ficava comigo. Sempre foi tão, tão, tão bom... Pude acompanhar tudo, cada descoberta, cada avanço, quando doentinhas eu estava por perto em tempo integral e sinceramente, não há dinheiro no mundo que pague isso. O Douglas (maridão), sempre se disse muito tranquilo por ir trabalhar sabendo que as meninas estariam comigo. Perfeito!!!! É assim que defino esse período da minha vida.

Foto: E que venha 2014.... #mamãe efilhinhas #iguais #inspiração #exemplo #felizanonovo

Muitas pessoas me julgam, me criticam por ter feito essa escolha. Mas muitas também gostariam de ter tido essa oportunidade. É uma decisão corajosa, por que não é todo mundo que está disposto a, por um tempo, abrir mão da carreira profissional em nome da família. Eu penso que em qualquer escola do mundo eu sou substituível, mas aqui não. Me pareceu fácil escolher. Já ouvi dizer (não sei se é mesmo verdade), que existem países em que as mulheres ficam em casa com seus filhos até que eles completem 2 anos. Se procede eu não sei, mas seria interessante pras mulheres que se dispõe a isso. Mas por outro lado, o fato de a mulher voltar a trabalhar, mesmo podendo ficar em casa, não significa, de forma alguma, que seja uma mãe ruim, é claro que não. Até por que, nem todas têm "paciência" pra passar o dia em casa, cuidando das crianças e dos afazeres domésticos, até por que, se engana REDONDAMENTE quem pensa que essa vida é fácil: Casa, comida, filhos, escola, atividades extras, mercado, médico etc etc etc. Puxado, muito puxado.

Hoje, Rafinha já está matriculada na escola, e eu tentando voltar ao mercado de trabalho. Acho importante voltar, por que eu sempre gostei muito de trabalhar, principalmente em sala de aula. E outra, elas crescerão, e serão cada vez menos dependentes de mim. Se eu não volto a trabalhar, vou sobrando, sobrando, por que cada uma vai seguir sua vida. É assim que deve ser. O tempo em que elas mais precisaram de mim, eu posso ficar tranquila, por que estive aqui, para o que precisassem. O coração aperta um pouco (snif), de ver que crescem tão rápido, meu bebê já vai pra escola, mas fico tão feliz por saber que pude proporcionar a elas momentos incríveis, que estarão sempre na nossa memória, dei o meu melhor, contribui para que fossem as crianças maravilhosas que são hoje, me dediquei integralmente a elas por alguns anos da minha vida. Agora, é hora de pensar em novos projetos (como este blog que eu estou AMANDO fazer), voltar a trabalhar e continuar, sempre e sempre a me dedicar aos meus 3 tesouros.


Ganhando, perdendo, evoluindo e acima de tudo vivendo, sempre!!!!

Até mais, galera!!!!
Beijinhos,
Tania